Cooking Idol Ai! Mai! Main! (クッキンアイドル アイ!マイ!まいん!) foi um programa do canal japonês NHK muito amado pelas crianças por apresentar uma garotinha de 10 anos (Haruka Fukuhara) que cantava, dançava, fazia receitas e ensinava coisas sobre nutrição.
Haruka interpretava a personagem “Main-chan” e dividia quadros em que ela cantava, cozinhava e aparecia como personagem de desenho animado.
Passaram-se 4 anos e no dia 29 de março o programa saiu do ar. Muitos fãs fizeram homenagens no Youtube, mas um em especial conseguiu se destacar. Ele montou um vídeo de 33 segundos mostrando todos os episódios do programa e como Haruka envelheceu neste tempo. É de se imaginar que é muito difícil reunir imagens da garota na mesma posição para fazer um “time lapse”. Bem isso seria difícil mesmo se Main-chan não fizesse exatamente a mesma posição durante quatro anos. Assista o vídeo..rs..
Obviamente, no final ela está com 14 anos.
Ah, só por curiosidade Main-chan está dizendo: “Minna mo tsukutte a la mode” que traduzindo seria “Todo mundo também pode fazer ‘a la mode’”.
Esse é o último episódio do programa. Uma coisa que achei interessante foi que a Main Chan tem um amigo chamado Miçanga… Resolvi dar uma pesquisada e descobri que o nome vem do significado em português do Brasil.
No Japão as miçangas passaram a ser usadas quando os jogadores de futebol Tsuyoshi Kitazawa e Ramos (brasileiro) usaram miçangas para “rezar pela vitória” de seu time.
Deste ponto em diante as miçangas também ficaram famosas por lá como uma espécie de amuleto usado para cumprir promessas. E eles chamam de miçanga mesmo. Posteriormente isso foi usado pelo pessoal da NHK que criou este personagem para que Main-Chan tivesse um compromisso de cozinhar bem para o público.
Quando anunciaram o filme de Rurouni Kenshin (ou Samurai X por aqui) acho que uma boa parte do povo que lê este blog ficou espantado com a notícia. Uns céticos e outros muito ansiosos por imagens e trailer do filme. E eu sou um desses caras.
Quando anunciaram Takeru Sato como Kenshin fiquei com o pé atrás, quando vi a foto dele (acima) com o “X” pequenino no rosto fiquei cético de que sairia algo bom, mas isso tudo mudou quando assisti ao trailer e percebi que o diretor é Keiji Ôtomo, veterano de famosas jidaigeki da tv japonesa. Ah, jidaigeki, como o nome diz são aquelas novelas de época, as famosas novelas históricas.
Enquanto no Brasil temos Dom João VI comendo frango sem lavar as mãos, lá no Japão existem samurais lutando por sua supremacia e o domínio do estrangeiro. Por isso a maioria das novelas de época tem samurais e muita luta. Não preciso dizer que para mim as novelas históricas japonesas são muito mais legais..
Enfim, quando eu botei as mãos no trailer do filme tratei logo de legenda-lo e procurar os personagens para tentar adivinhar a trama. E não é que vão mostrar uma versão cinematográfica do começo da história em que Kenshin some depois do Bakumatsu, mas continua a ser perseguido tanto por samurais rivais quanto pelo governo.
Um dos maiores vilões do filme promete ser Jin E Udou, o samurai do chapéu negro, que aparece no trailer bem rapidamente, mas que rende uma das batalhas mais intrigantes do anime.
Abaixo seguem algumas informações para você relembrar o desenho animado e entender o trailer do filme:
Kenshin é chamado de Battousai (“gênio do Battou”), por ser mestre no Battoujutsu, uma técnica que consiste em matar adversários com apenas um único golpe certeiro.
Bakumatsu (幕末, Bakumatsu) foi o período que abrange os últimos anos do período Edo, que corresponde ao final do xogunato Tokugawa na história do Japão. Esta fase é caracterizada por grandes eventos ocorridos entre 1853 e 1867, quando o Japão terminou a sua política de isolamento conhecida como sakoku, e houve o fim do feudalismo sob o comando da figura do xogun iniciando o período Meiji.
A principal divisão política e ideológica durante este período foi entre os ishin shishi, pró-imperialista (patriotas nacionalistas), um nacionalismo emergente anti-ocidental, que cresceu entre Tozama Daimyo (“senhores de fora”) e as forças do xogunato, incluindo a elite Shinsengumi, que ocorreu após chegada do comodoro Matthew Perry à costa japonesa.
Neste período de transição ocorreram muitas guerras e assassinatos. Foi neste período que Kenshin tornou-se Battousai, o retalhador. Cansado de mortes, quando o xogunato acabou ele desapareceu, mas sua lenda ficou entre os espadachim da época. São estes que na era Meiji resolvem procurar pelo assassino, hoje “aposentado” tentando esquecer seu passado.
O filme Rurouni Kenshin estréia no dia 25 de agosto no Japão, e bem como Patrulha Estelar, só deve aparecer por aqui quando sair em DVD e pudermos comprar versões originais porque no Brasil ninguém tá nem aí para este tipo de filme baseado em anime, mas que certamente por aqui teria uma bilheteria muito bacana por conta do sucesso dos mangás e do desenho. Acesse o site oficial do filme em japonês clicando aqui.
Eu fiquei muito a fim de reler a série e assistir aos OVA depois de ver o trailer, e você?
Há duas semanas eu fui jogar paintball com alguns jornalistas em um evento promovido pela Warner Games para comemorar as boas vendas do game Battlefield 3. Nos vestimos dos pés a cabeça e pegamos armas de Paintball, aquelas que atiram balas de tinta e fomos correr por 4 campos de jogo diferentes atirando uns nos outros. Foi cansativo, mas muito divertido. Na correria levei tiros na máscara de proteção e no corpo (alguns doeram pacas!). Durante o tiroteio era possível ver as balas de tinta explodindo em paredes e árvores a nossa volta.
Depois que voltei para casa me deu curiosidade de saber como é o paintball no Japão (será que existe?). Eis então que descobri o SABAGE (lê-se SABAGUE) que significa Survival Game.
O jogo é exatamente como o paintball, mas com algumas diferenças. Por lá eles não usam balas de tinta e sim pequenas bolinhas de plástico ou zinco chamadas de BB’s que recarregam réplicas perfeitas de armas de verdade. Isso aumenta e muito a precisão dos disparos. Assim, o jogador pode ser um Sniper, usar uma réplica de metralhadora da Segunda Guerra ou até uma escopeta calibre 12. Melhor do que isso é que você pode comprar capacetes e vestimentas iguais aos usados em uma guerra de verdade.
As regras são bastante parecidas com as do paintball, a função é roubar a bandeira do time inimigo. Os disparos são feitos a distância (para não machucar de verdade), mas a precisão dos disparos é mesmo impressionante. Se acertar em você, basta levantar a mão e dizer que foi atingido (como no paintball).
Abaixo você assiste a uma reportagem de uma dupla de comediantes que resolveu entrar no Survival Game em um local chamado Battleland que fica em Wakayama no Japão. Desnecessário dizer que importar armas como essas para o Brasil é ilegal já que muita gente “bacana” por aqui usaria essas armas de mentirinha para assaltar de verdade.
Quando eu digo que são réplicas de armas de verdade, eu não estou brincando. Saca só o vídeo desse cara brincando com uma Vulcan M 134 que parece de verdade, mas atira bolinhas.
Passei a semana em casa com a perna direita imobilizada por causa de uma torção no tornozelo. Por causa dessa “folga” resolvi assistir a alguns filmes e novelas japonesas que andavam comentando na internet e um deles foi Paradise Kiss, o filme baseado no mangá escrito pela Ai Yazawa, a autora que lançou o famoso mangá NANA.
Eu havia lido dois números de Paradise Kiss quando a Conrad o lançou aqui no Brasil. O que me atrai mais nos títulos da Yazawa é a maneira franca como trata os problemas relacionados ao amor e a sexualidade. Ela é uma autora muito descolada e honesta, pois não tem medo de chocar os leitores dizendo-lhes boas verdades bem na cara. Apesar de ter total conhecimento de sua cultura costuma colocar em suas histórias situações que para um ocidental são normais, mas que são estranhas para um japonês.
Em Paradise Kiss temos Yukari Hayasaka, uma garota de 17 anos estudiosa que está em um dos melhores colégios de Tóquio, e se preparando para prestar o vestibular, quando conhece alguns alunos da Yazawa Gakuin, uma escola/ faculdade de designers e estilistas. O grupo de alunos formado por Miwako, Arashi,Isabella (um travesti) e o sedutor George Koizumi possui um ateliê chamado Paradise Kiss onde produzem suas roupas. Eles estavam a procura de uma modelo que pudesse participar de um desfile que encerra o curso. E eles acham que Yukari é a pessoa perfeita para isso.
O problema é que Yukari foi educada de forma muito rígida a obedecer as regras do que a sociedade dita como o “certo” para a vida de uma pessoa (estudar bastante e ter um trabalho considerado digno). E na cultura japonesa isso é muito forte. Se quiser saber mais é só ler o meu outro post “Minha relação de amor e ódio com o Sekkentei”.
Enfim, Yukari sente-se perdida sobre o que quer da vida de verdade, e em meio a romances e o desafio de ser uma modelo, ver estes novos amigos a faz perceber que existe algo fora do que é considerado “certo”. Na minha opinião essa é a parte legal do mangá e do filme também.
A música tema de Paradise Kiss é interpretada pela cantora YUI que fez uma canção especialmente para o filme. Eu acho que a música tem muito a ver com a relação que Yukari tem com George. Quem leu o mangá ou viu o filme vai entender do que estou falando. A música eu traduzi abaixo.
hello, hello, hello, hello, …
How many 恋してるの? I can see すぐにわかるわ
真っ赤な Jealousy 抱えて
How many koishiteru no?
I can see sugu ni wakaru wa
makka na jerashii kakaete
Quantas vezes me apaixonei? Eu posso ver e logo entendo Carrego este ciúme vermelhíssimo
違う自分に気づいている 危険な夢、触れたくなる どうかしてる?
chigau jibun ni kidzuiteiru
kiken na yume, furetaku naru
douka shiteru?
Reconhecendo um eu diferente Quero poder tocar, um sonho perigoso Como farei?
あの楽園の先に憧れている でも ねえ ちょっと 飛び込めないわ
ano rakuen no saki ni akogareteiru
demo ne, chotto tobikomenai wa
Estou atraída por aquele paraíso Mas, não posso me jogar, certo?
Sobre esse meu jeito, Você ri não é? Transviado demônio gentil
Hello~
Don’t stop 気のないフリして Anytime 待ち焦がれる
情熱 それは手強い
瞳の奥 映る影に かなわない気がするから 忘れたいわ
Don’t stop ki no nai furi shite
Anytime machi kogareru
jounetsu sore wa tegowai
hitomi no oku utsuru kage ni
kanawanai ki ga suru kara wasuretai wa
Não pare, aja indiferente A qualquer momento, estar ansioso A paixão, essa é imbatível Na sombra que reflete no fundo dos olhos Sinto que não se realizará, por isso quero esquecer
でも 楽園の先に憧れている 寄り添えば眼を閉じるだけ
そんなアタシだったら アナタきっと嫌うでしょ?
惑わせる 冷たい悪魔
demo rakuen no saki ni akogareteiru
yorisoeba me wo tojiru dake
sonna atashi dattara, anata kitto kirau desho? madowaseru tsumetai akuma
Estou atraída por aquele paraíso Se me mimar, apenas fecharei meus olhos É este eu que você odeia, não é? Transviado demônio gelado
いっそ出会わなかったら よかったのに、 Say Hello Say Goodbye
始まりの予感 止められない 悔しいけど 好きになる
isso deawanakattara
yokatta no ni
say hello say goodbye
hajimari no yokan tomerarenai
kuyashii kedo suki ni naru
Seria melhor, se não tivessemos nos conhecido Say Hello Say Goodbye Não consigo impedir o presentimento inicial É frustrante, mas estou começando a gostar.
その後ろ姿に 泣けてくるから 多分そうきっと 戻れないね
sono ushiro sugata ni
naketekuru kara
tabun sou kitto modorenai ne
Talvez seja certo que não voltará, essa figura derrotada por quemme debulho em lágrimas
いつかアタシだって アナタ夢中にさせる
微笑むの かわいい悪魔
itsuka atashi datte
anata muchuu ni saseru
hohoemu no kawaii akuma
Hello~
Um dia eu, vou deixa-lo inebriado belo demônio sorridente Hello~
Pois é, na China fizeram uma réplica “chinesa” do robô no meio de um parque de diversões lá. Não deu outra: os japoneses e uma boa parte da comunidade da internet ficou chocada.
Nesse vídeo aí em cima o que me deixa mais inconformado não é os caras copiarem o robô, mas uma das pessoas do parque dizer que é uma atração exclusiva e original do parque. E ainda escrever “Gundam” em chinês no panfleto do parque..rs…
Deve ser vergonha de dizer que copiaram a estátua.
E os japoneses não deixam barato e mostram quantos personagens foram copiados no decorrer de alguns anos..rs.. Assista!
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