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Menina de 2 anos é atropelada na China e ninguém se importa

18 out

Estou há tempos pensando no que escrever depois de um hiato de quase 6 meses sem blogar aqui no Penpas. Na verdade muita coisa aconteceu na minha vida neste tempo. Depois da viagem que fiz aos Estados Unidos, retornei para o Brasil e  passei algum tempo trabalhando como freelancer. Hoje estou na Play TV como diretor do núcleo de internet  reformulando os sites da empresa e definindo a cara que o canal de tv terá na web nos próximos meses. São mudanças grandes e imprescindíveis, mas falo sobre isso uma outra hora…

Hoje queria falar sobre um vídeo que tive o desprazer de assistir esta semana e que me fez questionar até que ponto uma imagem pode faze-lo julgar uma sociedade, um povo ou uma raça inteira.

No dia 13 de outubro às 17:30 em uma rua do Mercado Guangfo em Foshan na China uma garota de 2 anos chamada Yue Yuem foi atropelada por uma caminhonete e deixada no chão para morrer. A câmera de segurança do distrito captou o momento em que o motorista fugiu do local, mas o pior não foi isso. Momentos depois, um segundo veículo passa por cima da garota agonizante. As rodas dianteiras passam por sobre as pernas da menina, mas as traseiras não. O motorista então é obrigado a dar ré e acelerar. Depois que o segundo veículo passa por cima da menina há um intervalo de 7 minutos em que 17 pessoas passam ao lado da criança machucada sem lhe prestar nenhum tipo de assistência. Eles apenas olham e continuam suas vidas.

Uma catadora de lixo resolve retirar a menina do chão, mas quando percebe que ela não se move a coloca de volta. Depois a mãe da garota aparece e a leva para o hospital, onde aparentemente encontra-se em estado grave.

Confesso que nem sei porque dei “play” em um vídeo como esse, mas o sentimento que tive foi o de revolta. A princípio eu quis odiar todos os chineses, independente de serem bons ou ruins. A China para mim era suja, má e perversa. Dias depois li que os fóruns chineses estavam abarrotados de comentários sobre o caso. Mais de 6200 mensagens de repúdio ao que aconteceu. Então recobrei a minha fé na humanidade.

Ontem um amigo me disse: “Os parâmetros do que é bom ou ruim para os chineses é bem estranho. Muito diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil”.

Eu me pergunto até agora porque ninguém ajudou. Porque ninguém socorreu a menina com apenas dois anos? Porque não se importaram com uma vida que acabou de começar? Em alguns posts do fórum chinês alegam que os transeuntes tinham medo de se intrometer no que estava acontecendo e acabarem processados ou acusados de assassinato.

O que você faria no lugar de um deles?

Se você quiser assistir ao vídeo, que tem imagens fortíssimas para qualquer ser humano, clique abaixo.

Crítica ao exagero na cobertura do desastre no Japão

21 mar

Eu acabei de ver este vídeo no Facebook de uma amiga e não poderia deixar de comenta-lo aqui. Desde o dia 11 de março que somos informados pela mídia sobre a tragédia do Japão com o terremoto, Tsunami e agora a ameaça de vazamento de radiação da usina nuclear de Fukushima. O que a maioria das pessoas que procuram informações não sabe é que a mídia internacional anda exagerando muito na cobertura. Eu tenho a sorte de poder ler as notícias em inglês e japonês, além do português, mas sinto pelas pessoas que não podem. Infelizmente, o jornalismo sofre da doença do sensacionalismo, ou seja, mesmo o assunto sendo muito sério porque não exagera-lo ainda mais a ponto de atrair mais leitores?

Além de canais de informação os meios de comunicação (revista, jornais, tv e rádio) também possuem a função de entreter e fazer dinheiro. É por isso que cada veículo aproveita, manipula e utiliza a notícia da forma que bem entende. Apesar dos estudantes de jornalismo serem educados a terem liberdade de expressão e jurarem apenas falar a verdade, nunca é isso que acontece. Um bom jornalista é aquele que além de fazer seu trabalho traz mais dinheiro a empresa jornalística. A desgraça vende. E vende muito.

Em uma das empresas que trabalhei ouvi de um editor assim: “…um dos melhores dias da minha vida será quando o avião da seleção brasileira cair em algum canto. Assim, podemos fazer muitas notícias e pôsteres em memória dos jogadores e tal. Foi assim com o Senna e com os Mamonas Assassinas”.

O que está acontecendo com o Japão e com a Líbia são desculpas perfeitas para exagerar nas notícias. A Líbia tem “ar de vilão” por conta de Kadafi, por isso se tornou um país cujo brasileiro médio aparentemente não se importa e sequer entende o que acontece. Agora rola uma afeição pelo Japão, por conta da imensa colônia de descendentes, do centenário da imigração, do samurai, sushi, sashimi, mangás, animes, etc. (mais…)

Uma sexta que mudou a história…

19 mar

Como os seis canais de tv aberta no Japão avisaram sobre o terremoto

Na sexta-feira, dia 10 de março, eu esperava a chegada de um amigo japonês viria ao Brasil mais uma vez para faze negócios. Ele chegou por aqui as 19h e me ligou dizendo que teria um jantar importante e por isso não poderíamos nos encontrar. Depois de três horas, recebi uma outra ligação: “Renato-san, você não quer vir aqui para beber e conversar?”

Eu estava com outro amigo e fomos encontra-lo. Ficamos bebendo e conversando até as 4 da manhã. Depois da meia noite já era dia 11 de março, a data do meu aniversário, e ele resolveu que pagaria a minha conta. Foi uma madrugada divertida onde falamos de muitas coisas e dos próximos passos que daríamos em nossas vidas.

Cheguei em casa as 5h30 da manhã e resolvi dar uma olhada nas notícias. Foi quando vi as primeiras imagens do terremoto e do Tsunami que destruíram cidades costeiras a nordeste do Japao, e cujo tremor atingiu também Tóquio, onde tinha muitos amigos.

Eu fiquei chocado, mas mais do que isso… eu fiquei preocupado com a segurança dos amigos que tenho lá e suas famílias. A única reação que tive foi a de abrir o Skype e tentar ligar para algumas pessoas, mandar emails e postar perguntas em redes sociais. Será que estavam todos bem? Eu não conseguia dormir… aquelas imagens me deixaram triste.

Não dá para imaginar como aquelas pessoas se sentiram, só queria estar lá para tentar ajudar. A capital japonesa não tinha luz, os trens não funcionavam e as pessoas não podiam voltar para casa. O Japão é prático, moderno e tecnológico e o grande aliado  de tudo isso é a energia elétrica. É por isso que naquele momento, uma parte do país parou.

Na sexta a tarde, minha mãe invade o meu quarto com a minha tia cantando e me desejando parabéns pelo aniversário… Eu agradeci, mas não estava com clima nenhum de comemoração. Estava preocupado, triste e isso ficava nítido no meu rosto… No dia do meu aniversário, uma tragédia dessas. Não era possível.

O meu amigo japonês que tinha acabado de chegar ao Brasil estava muito abalado com tudo e fez exatamente a mesma coisa que eu havia feito: tentado entrar em contato com todos os seus familiares e amigos. E assim se seguiu com outros amigos e conhecidos. Felizmente, conforme os dias foram passando descobrimos que todos estavam bem, apesar das milhares de pessoas desaparecidas. Só nos restava rezar por eles.

Daqui do Brasil a única coisa que podia fazer era tentar informar brasileiros e japoneses que moravam por lá, e foi por isso que usei o Twitter para repassar todas as informações que conseguia. Durante esta semana, eu li tudo e assisti tudo que havia disponível sobre  o assunto. Algumas imagens desse desastre renderam lágrimas, outras esperança. Não consegui postar nada no blog e nem mudar de assunto no Twitter por entender e respeitar o sentimento de tristeza e preocupação que assolava a todos que conheço.

O país está de luto e essa catástrofe, na minha opinião, mudará e muito o que conhecemos.

O Japão está tentando se recuperar de uma crise econômica que começou em 2008, e quando observavam uma melhora, acontece algo que coloca todos a prova novamente. O japonês é um povo esforçado e unido e sabem que tempos difíceis estão por vir.

Mando aqui do Brasil os meus desejos de muita saúde e felicidade aos amigos que moram no Japão. Espero ir até aí para reencontra-los em breve.

Correria nos EUA: Las Vegas, Grand Canyon, Los Angeles…

13 jan

É sério! Era muito grande!

 

Desculpem por não atualizar o blog durante este mês de janeiro. É que estou nos Estados Unidos participando do Adrenaline On The Road, a primeira edição de um projeto inovador que vai colocar o Brasil dentro das maiores empresas de tecnologia e games do planeta.

(mais…)

Viva, Las Vegas

4 jan

Cansativo, mas vale a pena… Amanhã é que vou saber exatamente o que vamos fazer… Stay tuned!