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Jornalista tem que ser multimídia

17 mar
Capa da nova Nintendo World

Capa da nova Nintendo World

Tá aí… Eu que nunca achei que fosse tocar nesse assunto, tocando no tal do assunto.

Como todo mundo aqui já sabe ou suspeita eu não sou jornalista por formação. Na verdade sou formado em Letras (literatura e cultura brasileira e japonesa) pela USP com alguns cursos feitos na ECA, mas jornalismo mesmo eu nunca fiz. Só que trabalho na área desde 1999 e nunca parei. Já fui, redator, repórter, editor de site de internet e hoje sou editor chefe de uma revista de games (a Nintendo World!).

Quando comecei e trabalhar na área eu nem podia. Era o que eles chamavam de repórter trainee. Escrevia textos das coisas que gostava e me divertia com aquilo. Durante alguns momentos de indecisão dizia a meus chefes (jornalistas formados): “Acho que vou largar tudo na Letras e ir para a ECA de uma vez!” e eles me respondiam: “Não! O curso de jornalismo é como uma carta de motorista! Você já sabe dirigir, só vão te dar a permissão”.

Essas coisas tiravam o meu estímulo de mudar de carreira, mas mesmo assim eu estava sempre tentando absorver tudo o que todos os meus superiores me ensinavam. Hoje, 2010, será que alguém ainda tem a coragem de dizer que eu não sou jornalista? Mesmo com um merecido MTB, com todo esse tempo de experiência e com o fato de terem cancelado a tal obrigatoriedade do diploma? Tá aí uma pergunta interessante. Para mim, a obrigatoriedade só servia para “tentar coibir” quem escrevia e não era formado, mas isso na prática nunca aconteceu.

Enfim, eu queria mesmo era falar do jornalista de hoje. Para quem trabalha na área os tempos mudaram… Hoje você não precisa apenas saber fazer uma boa pauta, um bom texto e escolher imagens. Hoje você precisa saber mexer com absolutamente tudo o que a tecnologia andou criando no decorrer dos anos. Hoje você tem que saber tirar fotos, usar uma câmera de vídeo, fazer músicas, ter noções de design, saber HTML, saber usar o tal do Photoshop, saber falar bem em público, encodar um vídeo no Youtube, Twittar como se não houvesse amanhã, falar outros idiomas e manjar muito de internet e de redes sociais. Você não aprendeu isso na faculdade? Então você está pego meu rapaz (ou moça). Trate agora de correr atrás disso ou acostume-se a ficar para trás. O jornalismo da era digital é completamente diferente daquele que você aprende ou aprendeu nas faculdades. Antigamente, o jornalista só escrevia para ele mesmo ou para meia dúzia de pessoas em volta. Se o jornalista fazia polêmica e recebia uma carta de um leitor e não concordava era só ignorar e pronto. Hoje tudo o que você faz ou escreve é visto e comentado pelos leitores, não que isso não fosse feito antes, a diferença é que hoje eles estão muito mais próximos. Eles são da sua comunidade, eles twitam o tempo inteiro, eles podem te adorar ou podem te odiar com uma facilidade muito maior do que aquela de anos atrás. Antigamente, líamos Diogo Mainardi e achávamos o máximo. Hoje descobrimos centenas de “Diogos Mainardis” pela internet afora. Eles podem até não estar nas maiores e melhores revistas, jornais e websites, mas alguns deles têm a mesma qualidade e talvez sejam até melhores. Para se fazer uma revista é preciso de dinheiro, de trabalho e de paciência. Para fazer um blog na internet leva apenas alguns cliques. Vai dar trabalho logicamente, mas não vai lhe custar um tostão. Hoje quem compra revista ou acessa sites na internet quer ver coisas diferentes, quer ser atraído, quer referência. Sim, como antigamente, mas certamente de uma maneira bem diferente. Ideias brotam a todo instante, o cérebro digital não pára de funcionar e o leitor faz parte de tudo isso.
No passado diziam que o repórter precisava estar em um patamar acima do leitor, hoje se você tem essa postura acaba sozinho. É o leitor que faz o jornalista ser o que é. É o leitor que acompanha todos os passos que damos e que nos puxa a orelha nos momentos em que estamos exagerando.

Eu estava conversando com alguns amigos outro dia que diziam: “Renato, você está dando força pro pessoal correr atrás das coisas aqui”!
No ramos do jornalismo de games, o que me enchia mais o saco era ver que a galera reclamava que as grandes empresas de game eram isso ou aquilo e que não davam atenção. A minha posição nesse mercado sempre foi a de tentar fazer o impossível. Pra que ficar de braços cruzados esperando outras pessoas conseguirem as coisas. Faça você! Esse é o trabalho que nos foi dado. A edição #131 da Nintendo World deu um trabalhão danado, mas tem duas entrevistas que me deram muito prazer de fazer. Foi difícil, mas não foi impossível. Além disso, com um papinho aqui e outro acolá convidei o Charles Martinet, ator que faz a voz do Mario para vir ao Brasil participar do Gameworld. 10 de trabalho, muitos contatos, idéias e amigos que te dão força fazem esse tipo de coisa. E isso é o que dá mais prazer!

Desculpem pela ausência de tanto tempo sem postar. O trabalho anda tirando o meu sono pra variar, mas eu me divirto então compensa!

É… meio estranho mesmo…

10 jan

He he he… a gente vive fazendo isso em Zelda… Imagine que você está na sua casa assistindo ao Faustão na sala e me entra um menininho de verde quebrando tudo com uma espada e só sai depois que encontra algum Rupee (dinheiro). Se isso acontecesse na vida real ou esse moleque levava uma bala ou ia preso por muito tempo.

Ano Novo, Nintendo World nova!

3 jan
capaNW130

Nintendo World #130

Chega as bancas na próxima semana a edição #130 da revista Nintendo World, editada por este que vos escreve e escrita por alguns dos melhores da nova geração de jornalistas de games do Brasil. Se vocês querem saber um comentário em especial do editor, eu só tenho a dizer que esta revista está mais bonita e interessante do que as anteriores. Será a segunda que faço 100%, aprovando idéias dos leitores e papeando com gente que entende de games. Com a minha vontade jornalística de fazer sempre o melhor, a revista que está na terceira edição desde que entrei (#128) e está vendendo um pouquinho mais do que antes. Um pouquinho ainda não é o suficiente, mas para mim já significa muito. Isso significa que nossos queridos leitores estão mesmo vendo as diferenças e aprovando aos pouquinhos o que a gente anda fazendo.

A revista ficou mais bonita e está seguindo a ideia de comunidade. Para mim revista de games é comunidade.

E eu acho isso muito gratificante. Conversando com pessoas em comunidades eu percebi que tem muitas coisas que podem mudar na produção da revista e eu estou fazendo isso aos poucos. É minha terceira edição, mas eu espero que hajam muitas outras. Na NW #130 tem uma entrevista que fiz este mês com Charles Martinet, o ator que interpreta a voz do Mario, Luigi, Wario e Waluigi. Depois de pentelhar a Nintendo por mais de um mês eu finalmente consegui conversar com o cara numa entrevista que foi, digamos, bem monitorada pelo pessoal da empresa. De qualquer maneira, o Charles é uma pessoa ótima. Cheio de muita energia, ele falou muitas coisas sobre sua vida, contou curiosidades do backstage das dublagens e disse que ama o Brasil! O motivo você confere na NW 130 que chega na semana que vem as bancas de todo país (seja o que deus quiser!).

Essa entrevista só foi possível graças as perguntas criadas pela jornalista Viviane Werneck durante uma conversa que tivemos no Rio Game Show. De fato era ela quem ia fazer a entrevista e eu como papel de editor usei os meus contatos para alcançar o Charles, mas no final a Nintendo fez algumas exigências o que acabou impedindo que ela fizesse as perguntas pessoalmente, e sendo assim eu fiquei com as responsa de fazer as perguntas. De qualquer maneira foi muito divertido.

TBS – Japan: Jovem preso por distribuir games na web

30 set

Bom, essa notícia é para estrear aqui no Penpas, os novos canais japoneses de notícias no Youtube. Foi divulgado ontem pelo site Japan Today que os canais japoneses, TBS (Tokyo Broadcast System) e a TVAsahi haviam fechado um acordo com o Google para a divulgação oficial de seus conteúdos no canal de compartilhamento de vídeos Youtube.  Esse acordo feito pelos canais japoneses é o primeiro na história da mídia daquele país. Há tempos que os canais de tv japoneses procuram formas de diversificar os meios de distribuição de sua programação como forma de ter uma maior retorno comercial. Enfim, os dois canais já estrearam, confira o da TBS e o da TV Asahi.

A notícia que me chamou a atenção é esta aí embaixo:

Dois homens foram presos na província de Kanagawa por distribuir através de um programa de compartilhamento de arquivos na internet o popular game Dragon Quest IX para o Nintendo DS.

Um deles é o balconista de videolocadora, Shunsuke Okutani (23) que foi preso por suspeita de violar a lei de direitos autorais.

Segundo a polícia, desde 14 de julho, durante 2 meses, Okutani teria distribuído o arquivo do game para o Nintendo DS.

O suspeito é acusado de ter arquivos de 227 jogos de Nintendo DS e um programa chamado SHARE para a distribuição na rede mundial de computadores. Nessa lista de jogos estava incluído o Dragon Quest IX que havia sido lançado apenas 3 dias antes dele iniciar sua distribuição ilegal na rede. Em sua defesa, o acusado disse: “Eu só pensei que poderia dividir com as outras pessoas”. :P

A polícia está cada vez mais dando as caras na internet. Antigamente, a parte virtual era uma Terra de Ninguém, onde todo mundo fazia o que bem queria. Quanto mais a polícia percebe que a internet é o meio virtual para a prática de crimes reais, mais ela procura evitá-los por aqui. E acho que eles descobriram o fantástico uso do IP pra descobrir endereços de criminosos como pedófilos e “pirateiros”. E no Japão eles simplesmente não toleram pessoas que distribuem arquivos de coisas com material autoral reservado. Não que isso seja permitido no Brasil, mas aparentemente parece que a polícia daqui tem mais o que fazer, pelo menos por enquanto.

ACCS é o site anti-pirataria do Japão. Sempre atualiza as notícias de quem foi preso e tal. Lá tem umas explicações sobre o uso do tal programa SHARE (http://www2.accsjp.or.jp/).

TGS 2009: Fotos do primeiro dia!

24 set
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Booth Babes: A gatas da TGS 2009

Depois de ler todos os destaques e ver todos os vídeos desta página sobre a TGS 2009, você quer ver fotos do local e das garotas,  Booth Babes? Bom, infelizmente eu não estava lá para fotografa-las para você, mas felizmente alguém estava! Por isso basta clicar aqui ou nas fotos para ser direcionado para a página do jornal japonês Mainichi que está cheia de fotos do primeiro dia do evento! Se você ainda não leu todas as notícias que eu passei a madrugada caçando pra você, então clique aqui e veja o índice de notícias.

ÍNDICE DE NOTÍCIAS SOBRE A TGS 2009

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Tem mais um monte de onde veio a de cima. Clique aqui!


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