Dia 1 de dezembro vai entrar para a história do cinema japonês com a chegada de Uchuu Senkan Yamato (Cruzador espacial Yamato) ou como conhecemos no Brasil, Patrulha Estelar.
A história começa no ano de 2194, quando uma força alienígena, Gamillon, invade a Terra e destrói a humanidade. 5 anos depois os sobreviventes estão vivendo como fugitivos em um mundo subterrâneo, enquanto o planeta foi totalmente destruído pela radiação dos bombardeios alienígenas… (mais…)
Você já ouviu falar de Maria Ozawa, certo? Não? Como assim? Bom, então o desafio a entrar em qualquer site de video adulto tipo Pornotube e colocar o nome dela. Maria é uma das mais famosas atrizes de filmes adultos no Japão e tem pai franco-canadense e mãe japonesa (e nome artístico brasileiro pelo jeito!). Com 24 anos e (já tendo dado muuuito), ela resolveu fazer carreira cinematográfica na Indonésia.
O primeiro filme em que apareceu chamado Menculik Miyabi (Sequestrando Miyabi) era uma comédia picante e recebeu muitas críticas no país. Ozawa chegou a ser proibida de entrar no país para filmar pelo ministro Mohammad Nuh por motivos religiosos.
Mesmo assim o filme foi produzido e lançado fazendo um baita sucesso…
O que eu tinha em comum com o Tony? Uma namorada chamada Saori.
Essa história começou faz tempo. No ano passado eu namorava um garota japonesa chamada Saori que veio ao Brasil em 2007 fazer intercâmbio de língua portuguesa na Universidade em que eu estudava. Ficamos amigos, saímos bastante e logo nos apaixonamos. No final de 2007 o intercâmbio acabou e ela teve que retornar ao Japão, mas o amor continuou. Tentamos nos separar, mas alguma coisa nos puxava a ficar juntos. E assim tentamos manter o relacionamento a distância com internet, presentes e cartas. Ela veio ao Brasil mais duas vezes e eu fui ao Japão uma vez e moramos juntos por 3 meses. Nestes 3 meses cada vez que entrava em um trem em Tóquio me deparava com pequenas histórias em mangá que contavam as aventuras de Saori, uma garota que queria ser desenhista de quadrinhos, que era casada com um americano chamado Tony Laszlo. Isso foi o suficiente para que criássemos várias brincadeiras sobre o assunto e meu interesse pela história de Saori cresceu. Em janeiro de 2009 voltei ao Brasil, a minha Saori veio mais um vez em março e depois tentamos manter o relacionamento por mais algum tempo, mas a distância nos venceu em novembro do mesmo ano. Trabalhando em uma empresa japonesa, Saori tinha muito compromissos e como mandam as maravilhosas “regras invisíveis” do Japão, ela passou a se dedicar a empresa, aos amigos da empresa e foi sacrificando o tempo que havia para nós que se resumia apenas a conversar pelo Skype (uma merda, by the way!). Assim, no final dolorosamente nos separamos.
Até o começo deste ano ainda estávamos nos falando de vez em quando, mas repentinamente ela parou de responder emails e atender as minhas ligações. Eu fiquei chateado com isso, mas só fui perceber quando estive no Japão na semana passada que ela tinha encontrado um novo amor. E sem avisar, simplesmente parou de me contatar. Foi bem triste saber disso, mas não pelo fato dela ter encontrado alguém, já que não há nada a se fazer em relação a distância, mas sim pelo fato de não ter tido a consideração (ou talvez a coragem) de me dizer o que estava acontecendo. Eu fiquei durante algum tempo achando que algo havia acontecido com ela, ou que talvez eu tivesse dito algo que a ofendeu, sei lá.
Enfim, de todas as brincadeiras que fizemos, eu descobri que a Toho estava produzindo um filme baseado no livro, ダリンは外国人. Depois disso fiquei interessado na produção e fui atrás da pessoa que seria o Tony no filme, o ator americano Jonathan Sherr. Trocamos muitos emails, falamos bastante sobre a vida, sobre como eu queria tanto morar no Japão e como amava a cultura japonesa, apesar de ter um olhar crítico a muitas coisas, etc.
Na semana passada durante a visita a Konami no Japão, mesmo sem muito tempo para conversar, o Jonathan veio me encontrar na porta do prédio da empresa. Foi muito legal e muito rápido. Nesta uma hora em que falamos sobre a vida, deu para entender que, mesmo distantes, nos tornamos bons amigos por termos alguns pontos em comum. Logicamente que arrumei tempo e fui ver o filme e confesso que, apesar de uma comédia romântica, em certas cenas acabei chorando. Algumas se pareciam muito com situações que eu havia vivido com a Saori enquanto estávamos juntos.
O Jonathan disse que ficou feliz em me conhecer porque o brasileiro é muito otimista e ser assim é muito importante. É bom ter uma pessoa a nossa volta que nos faz sentir bem, quando sentimos que não temos mais forças para prosseguir. Na verdade, ele foi uma das pessoas que me ajudaram a ter energia durante a semana corrida que passei em Tóquio, logo depois de saber que a minha ex já tinha outro e não tinha a mínima intenção de sequer conversar mais comigo. Confesso que fiquei me sentindo uma caca.
O que me interessava muito na Saori era o fato dela ser “a pessoa que eu mais gostava no lugar em que eu mais gostaria de estar”. Sempre que falava com ela parecia estar fazendo algo incrível, mesmo quando era algo simples da vida cotidiana, e isso me deixava com mais vontade ainda de morar em Tóquio.
Essa semana eu descobri que não é apenas ela, mas sim todos que conheço que me deixam com vontade de morar lá. Tempo é relativo e mesmo sem muito, o Masao meu amigo de muitas aventuras saiu da empresa em que trabalha, a poderosa Itochu, as 22h30 e foi até o hotel só para me dar um abraço e me perguntar como eu estava. A Sae, pintora que vai ficar famosa um dia, veio logo na terça, e apesar do meu dia ter tudo para ser ruim, ela me animou mesmo com todo jeito nerd dela. Foi muito divertido.
Antes de embarcar no vôo fui ver o bebê de uma amiga que acabou de nascer e se chama Yuka. Linda menininha. Não vejo a hora de ensina-la a falar português.
A Rita que é minha amiga brazuca, por falta de tempo e de uma ou duas ligações acabamos não nos vendo, mas se eu tivesse tido um pouquinho mais de tempo certamente a teria encontrado. Assim como o Shinpachi, a Naoko, o Ryusuke, Yohsuke, Ai, Miku, o Juliano e mais um monte de pessoas que eu conheço. E sei que de alguma maneira todas elas fazem parte da minha vida mesmo estando em lugares tão distantes. Acho que isso é o mais importante.
Gostei muito deste vídeo que encontrei no Tokyo Mango. É um curta de comemoração dos 15 anos da National Geographic Japan que mostra uma OL (Office Lady), as mulheres executivas de empresas japonesas, lutando contra o assédio sexual e o desrespeito na empresa. A garota vive sozinha e lê revistas sobre as Cholitas, lutadoras indígenas de luta-livre da Bolívia.
O nome do filme é Lute, Haruka! E é o segundo de três filmes da NG cujo tema é “conhecimento não é o objetivo final, mas sim o começo”.
Os outros dois você confere abaixo (os diálogos estão em japonês):
Curta 1
“Tsubasa – Tsubasa manda uma mensagem para o pai”
A filha vai com o pai ao zoológico e eles observam o “Pinguim Imperador” e falam sobre como o macho protege o ovo durante dois meses no frio, enquanto ele choca. Depois o pai diz que a mãe cuida do filhote e o pai vai trabalhar e buscar comida. Aí no final do filme você percebe que as coisas que ela está mexendo no começo são do pai que está se separando da esposa.
Curta 3
“A cidade onde não é possível ver as estrelas”
Uma passageira conversa com um motorista de táxi e eles acabam falando sobre suas vidas. E depois tudo vai por um caminho onde eles discutem o porque as luzes das cidades não permitem mais que as pessoas enxerguem as estrelas. É uma parábola sobre como a vida das pessoas pode mudar e tal. Bacana!
O site da Apple liberou um clipe inédito do filme Astroboy. O vídeo mostra o pequeno herói robô preso dentro de uma “batalha de robôs” em que ele se recusa a participar. Para assistir é só clicar aqui.
Astroboy conta a história de um menino-robô, chamado Astro (ou Atomo no Japão) criado a semelhança do falecido filho de um cientista chamado Dr. Tenma. Logo, o fabuloso cientista percebe que Astro não pode substituir o amor de seu filho e acaba vendendo-o para o dono de um circo. Um belo dia, um outro cientista chamado Ochanomizu, vê o garoto se apresentando e acaba convencendo o dono do circo a da-lo a ele. Criado de forma afeituosa por este professor, Astro passa a combater o mal e a injustiça. Desta maneira, ele descobre que também tem a capacidade de expressar as emoções humanas.
A história de ficção-científica foi criada pelo mestre dos mangás, Osamu Tezuka e publicado no Japão e 1963. Este novo filme teve roteiro escrito por dois roteiristas americanos (Timothy Harris e David Bowers) que se basearam na história original.
No Japão, o filme terá o herói dublado pela modelo Aya Ueto. Nos EUA, a voz ficará com Freddie Highmore, o ator que fez os irmãos gêmeos de As Crônicas de Spiderwick. No Brasil, eu ainda não sei…
O filme estréia no Japão em 10 de outubro, nos EUA em 23 de outubro e no Brasil apenas em 22 de janeiro de 2010.
Bom, como eu não aguentei, resolvi fazer uma pequena comparação entre os dois trailers…
Aqui tem um trailer em japonês com a voz da modelo. Uma coisa que eu achei interessante foi que o trailer tem cenas muito parecidas com o que o Tezuka criou nos mangás. Aparece o Dr. Tenma dizendo: “Eu não sei o que eu fiz… Eu olho para a cara deste garoto e pelo que consigo me lembrar… ele não é o meu precioso filho… Eu não o quero…”. Aí aparecem algumas frases escritas como se o Astro as tivesse falado. Logo no começo aparece a frase: “Eu morri. No entanto, o meu pai me deu uma nova vida…”
Depois tem o trailer e no meio logo que o Dr. Tenma diz:“Me desculpe…” aparece a frase: “Você sabia?” e depois vem: “Que a verdadeira história de Atomo…” aí continua o clipe mostrando como ele virará um herói e tal… Aí no final tem a frase: “Eu não posso perder porque eu sou o filho do meu papai”. Acho que lendo assim em português não dá pra passar muito a emoção que a língua japonesa transmite, mas dá pra entender que o trailer apela pro lado emocional da coisa. Como na história original de Tezuka, a idéia de um robô que quer se tornar humano e ser aceito pelo pai, uma espécie de Pinóquio moderno.
Já o trailer americano “mata” toda essa essência do original. É muito chocante assistir aos dois. Na versão americana o filme não passa de um longa animado de verão cheio de aventuras e personagens divertidinhos, onde tudo dá certo no final. É como se o Astro fosse um brinquedo e tal. Me lembra um pouco aquelas vinhetas da Globo da Sessão da Tarde em que o cara sempre fala a mesma coisa: “Uma turminha genial vivendo altas aventuras para escapar de uns robô maldosos…”
É muito triste, mas o trailer americano pra quem tá acostumado a ver desenhos japoneses passa a idéia de que a produção em si vai ser uma merda. Enfim…
Assista e compare os dois, please! Espaço para comentários é de vocês amigos!
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