Depois de um ano da tragédia, o Japão reza por aqueles que pereceram
12 mar
No dia 11 de março, o Japão parou por alguns minutos para rezar por aqueles que pereceram durante o terremoto seguido de Tsunami que assolou a região nordeste do país há um ano. Aproximadamente as 14h46 as sirenes de emergência tocaram nas regiões afetadas. Os japoneses que moram nestes locais rezaram silenciosamente.
Um ano se passou e a recuperação do país continua. O que me chamou mais atenção nesta semana em que os japoneses falaram sobre o que aconteceu foi uma série de fotos do jornal Sankei que mostram os locais destruídos em diferentes períodos de tempo. As fotos são de vários locais e é possível ve-las em 360 graus. A série de fotos chamada de Panorama pode ser acessada aqui.
Acho que não preciso escrever mais uma vez sobre o ocorrido já que meu blog está cheio de textos sobre isso. O que eu queria dizer, no entanto, é que desejo do fundo do coração que as pessoas que passaram por esta fase tão difícil, que perderam tudo, nunca percam as esperanças. E acho que quando digo isso, eu não estou desejando sozinho. Brasileiros são otimistas por natureza, e nos momentos mais difíceis, se esforçam muito para superarem os desafios. Esse é o meu desejo sincero.
Uma das bandas japonesas que mais gosto chama-se Monkey Majik. A banda é formada por dois irmãos canadenses (Maynard e Blaise Plant) que vivem em Sendai.
Depois da destruição causada pelo terremoto e tsunami, os dois se uniram para ajudar o povo da cidade a recolher os destroços e ajudar as pessoas. Eu acompanhei uma parte da saga dos dois pelo twitter, já que eles sempre postavam imagens do que faziam. Em uma das mensagens o Blaise disse: “Sendai, eu jamais vou te abandonar”. Acho que essa atitude só me fez ter orgulho dos dois.
Este ano eles escreveram uma música baseada no que passaram junto a outros sobreviventes. Ela se chama Headlight e mostra cenas de Sendai.
Headlight (Monkey Majik)
Para ver o restante da letra clique aqui.
Coca-Cola vai lançar Erva Mate no Japão
2 mar
Olha o nível da propaganda do chá mate. Não lembra a propaganda de uma cerveja? A frase em cima diz: "Isso é Bioritmo latino". Sabe se lá o que isso significa!
A Coca-Cola vai lançar erva mate no Japão. A bebida se chamará Taiyou no Mate Cha (Chá de Erva Mate do Sol) e virá em uma garrafa com cores fortes (latina?) e terá 500 ml e 1L. Ela começa a ser vendida no dia 19 de março e o slogan da campanha é: 「ラテンバイオリズムでいこう」algo como “Vamos de bioritmo latino”. Que legal.
O Japão é a terra do chá por natureza. Lá a Coca-Cola toma uma surra de vendas porque as pessoas não tem costuma de tomar refrigerante por lá. Assim, a empresa sempre procura atacar de outras maneiras.
No ano em que eu estava no Japão a Coca-Cola havia diminuído o tamanho das garrafas para que elas coubessem na bolsa. Além disso, as pessoas compravam duas garrafinhas e elas custavam mais caro do que comprar uma lata. Tudo isso para maximizar o lucro. Garrafas com grandes quantidades não fazem muito sucesso.
Não é a toa que o Japão tem um povo que vive muito mais e com uma aparência que esconde a idade. Os chás japoneses (como chá verde) e o chá inglês são muito consumidos e vendidos lado a lado em supermercados com refrigerantes e bebidas alcóolicas.
Para mais informações, só checar o site da Coca-Cola em japonês
Sorveteiro de Fukushima ganha prêmio por Gelato na Itália
25 janUm sorveteiro da região de Fukushima ganhou nesta terça-feira um prêmio na International Exhibition for the Artisan Production of Gelato, Pastry, Confectionery and Bakery (SIGEP) que acontece na cidade de Rimini na Itália.
Shinsaku Katahira ganhou o prêmio por seu sorvete de café. Depois do terremoto seguido de tsunami que assolou o nordeste do Japão no dia 11 de março, Katahira decidiu não deixar a sua cidade, Date, que fica a 40 km de Fukushima. Ele não deixou sua sorveteria, mesmo sabendo que a área foi completamente evacuada.
Katahira, que também produz leite de suas vacas, diz que o negócio caiu 90% desde o desastre, mas que mesmo assim tem esperança que a vida voltará ao normal na área de Fukushima o mais rápido possível.
Publicado com informações da Associated Press.
Eu fico admirado com essa determinação dos japoneses de não abandonar seus lares, mesmo apesar de todo o desastre. Ninguém quer deixar seu próprio lar, mesmo em situações tão extremas. É por isso que consigo entender a situação de desespero de um local como Pinheirinho onde as pessoas estão sendo jogadas na rua.
Meus pensamentos e força para estas pessoas que estão passando por tanta necessidade em um momento como esse.
Paintball no Japão parece uma guerra de verdade! Conheça o SABAGE
6 dezHá duas semanas eu fui jogar paintball com alguns jornalistas em um evento promovido pela Warner Games para comemorar as boas vendas do game Battlefield 3. Nos vestimos dos pés a cabeça e pegamos armas de Paintball, aquelas que atiram balas de tinta e fomos correr por 4 campos de jogo diferentes atirando uns nos outros. Foi cansativo, mas muito divertido. Na correria levei tiros na máscara de proteção e no corpo (alguns doeram pacas!). Durante o tiroteio era possível ver as balas de tinta explodindo em paredes e árvores a nossa volta.
Depois que voltei para casa me deu curiosidade de saber como é o paintball no Japão (será que existe?). Eis então que descobri o SABAGE (lê-se SABAGUE) que significa Survival Game.
O jogo é exatamente como o paintball, mas com algumas diferenças. Por lá eles não usam balas de tinta e sim pequenas bolinhas de plástico ou zinco chamadas de BB’s que recarregam réplicas perfeitas de armas de verdade. Isso aumenta e muito a precisão dos disparos. Assim, o jogador pode ser um Sniper, usar uma réplica de metralhadora da Segunda Guerra ou até uma escopeta calibre 12. Melhor do que isso é que você pode comprar capacetes e vestimentas iguais aos usados em uma guerra de verdade.
As regras são bastante parecidas com as do paintball, a função é roubar a bandeira do time inimigo. Os disparos são feitos a distância (para não machucar de verdade), mas a precisão dos disparos é mesmo impressionante. Se acertar em você, basta levantar a mão e dizer que foi atingido (como no paintball).
Abaixo você assiste a uma reportagem de uma dupla de comediantes que resolveu entrar no Survival Game em um local chamado Battleland que fica em Wakayama no Japão. Desnecessário dizer que importar armas como essas para o Brasil é ilegal já que muita gente “bacana” por aqui usaria essas armas de mentirinha para assaltar de verdade.
Quando eu digo que são réplicas de armas de verdade, eu não estou brincando. Saca só o vídeo desse cara brincando com uma Vulcan M 134 que parece de verdade, mas atira bolinhas.














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