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Sorveteiro de Fukushima ganha prêmio por Gelato na Itália

25 jan
Shinsaku Katahira e seu prêmio por melhor sorvete

Shinsaku Katahira e seu prêmio

Um sorveteiro da região de Fukushima ganhou nesta terça-feira um prêmio na International Exhibition for the Artisan Production of Gelato, Pastry, Confectionery and Bakery (SIGEP) que acontece na cidade de Rimini na Itália.

Shinsaku Katahira ganhou o prêmio por seu sorvete de café. Depois do terremoto seguido de tsunami que assolou o nordeste do Japão no dia 11 de março, Katahira decidiu não deixar a sua cidade, Date, que fica a 40 km de Fukushima. Ele não deixou sua sorveteria, mesmo sabendo que a área foi completamente evacuada.

Katahira, que também produz leite de suas vacas, diz que o negócio caiu 90% desde o desastre, mas que mesmo assim tem esperança que a vida voltará ao normal na área de Fukushima o mais rápido possível.

Publicado com informações da Associated Press.

Eu fico admirado com essa determinação dos japoneses de não abandonar seus lares, mesmo apesar de todo o desastre. Ninguém quer deixar seu próprio lar, mesmo em situações tão extremas. É por isso que consigo entender a situação de desespero de um local como Pinheirinho onde as pessoas estão sendo jogadas na rua.

Meus pensamentos e força para estas pessoas que estão passando por tanta necessidade em um momento como esse.

Paintball no Japão parece uma guerra de verdade! Conheça o SABAGE

6 dez

foto: Renato Villiegas

Há duas semanas eu fui jogar paintball com alguns jornalistas em um evento promovido pela Warner Games para comemorar as boas vendas do game Battlefield 3. Nos vestimos dos pés a cabeça e pegamos armas de Paintball, aquelas que atiram balas de tinta e fomos correr por 4 campos de jogo diferentes atirando uns nos outros. Foi cansativo, mas muito divertido. Na correria levei tiros na máscara de proteção e no corpo (alguns doeram pacas!). Durante o tiroteio era possível ver as balas de tinta explodindo em paredes e árvores a nossa volta.

Depois que voltei para casa me deu curiosidade de saber como é o paintball no Japão (será que existe?). Eis então que descobri o SABAGE (lê-se SABAGUE) que significa Survival Game.

O jogo é exatamente como o paintball, mas com algumas diferenças. Por lá eles não usam balas de tinta e sim pequenas bolinhas de plástico ou zinco chamadas de BB’s que recarregam réplicas perfeitas de armas de verdade. Isso aumenta e muito a precisão dos disparos. Assim, o jogador pode ser um Sniper, usar uma réplica de metralhadora da Segunda Guerra ou até uma escopeta calibre 12. Melhor do que isso é que você pode comprar capacetes e vestimentas iguais aos usados em uma guerra de verdade.

As regras são bastante parecidas com as do paintball, a função é roubar a bandeira do time inimigo. Os disparos são feitos a distância (para não machucar de verdade), mas a precisão dos disparos é mesmo impressionante. Se acertar em você, basta levantar a mão e dizer que foi atingido (como no paintball).

Abaixo você assiste a uma reportagem de uma dupla de comediantes que resolveu entrar no Survival Game em um local chamado Battleland que fica em Wakayama no Japão. Desnecessário dizer que importar armas como essas para o Brasil é ilegal já que muita gente “bacana” por aqui usaria essas armas de mentirinha para assaltar de verdade.

Quando eu digo que são réplicas de armas de verdade, eu não estou brincando. Saca só o vídeo desse cara brincando com uma Vulcan M 134 que parece de verdade, mas atira bolinhas.

Idoso vive nas ruínas a 20 km de usina nuclear

8 abr

Kunio Shiga listens to a battery-powered radio in the living room of his home in Minami Soma, Fukushima Prefecture, inside the deserted evacuation zone established for the 20 kilometer radius

Man stranded in empty Japanese town since tsunami | Asian Correspondent.

Repórteres e fotógrafos do Associated Press que andavam pela cidade de Minami Soma, cidade japonesa a 20 km da usina nuclear de Fukushima 1, encontraram um sobrevivente morando em casa com pouca comida e nenhum aquecimento.

Segundo a reportagem, Kunio Shiga de 75 anos não fugiu porque não consegue se locomover a longas distâncias.  Ao chegarem a porta da casa do idoso, um sobrado intacto depois da tragédia, ouviram-no dizer desorientado: “Vocês são as primeiras pessoas com quem falo depois do Tsunami. Vocês tem alguma comida? Eu pago”.

Kunio não sabe o que aconteceu com sua esposa que supostamente deveria estar na casa. Ele foi deixado para trás desde que o governo pediu aos moradores de Minami Soma que saíssem da cidade que fica a 20 km da usina nuclear de Fukushima 1 (Dai-ichi).

Dentro do sobrado escuro e frio, além da dificuldade para encontrar comida e água, ele mal consegue cozinhar por causa da falta de eletricidade.

Mesmo aceitando a ajuda dos jornalistas ele disse que gostaria de permanecer em casa já que é velho e não sabe quem cuidará dele: “Eu queria ficar, mas eu não tenho água e estou ficando sem comida”disse.

Yakuza, máfia japonesa, ajuda as vítimas do desastre no Japão

25 mar

“As vezes os piores momentos fazem aparecer o melhor nas pessoas” - é assim que começa o artigo do jornalista Jake Adelstein publicado no Business Insider que fala sobre a forte ajuda dada pela Yakuza, a máfia japonesa, aos esforços no apoio as vítimas da tragédia que assolou o país.

Jake que foi jornalista do maior jornal do Japão, o Yomiuri Shinbun, e investigador chefe-do Departamento de Estado dos EUA que pesquisava o tráfico de pessoas, é considerado o maior especialista em crime organizado do país.

Ele diz que algumas horas depois do choque do Tsunami, dois dos maiores clãs da organização criminosa abriram seus escritórios em Tóquio para atender as vítimas e transportaram alimentos, água e cobertores para áreas devastadas em caminhões de duas toneladas e qualquer outro veículo que tivessem condições de usar.

Já, um dia depois do terremoto, o Inagawa-kai (o terceiro maior grupo do crime organizado no Japão fundado em 1948) enviou 25 caminhões de quatro toneladas cheios de fraldas, papel higiênico, macarrão instantâneo, pilhas, lanternas, bebidas e outros produtos essenciais para a vida cotidiana na região de Tohoku, nordeste do Japão.

Um executivo de Sumiyoshi-kai, segundo maior grupo criminoso, ofereceu-se até mesmo para dar refúgio aos membros estrangeiros, algo inédito em um país xenófobo, especialmente entre os Yakuza conservadores.
O Yamaguchi-gumi, maior clã da Yakuza, sob a direção de Tadashi Irie, também abriu seus escritórios em todo o país para o público e enviou caminhões de suprimentos, mas muito discretamente e sem alarde. (mais…)

“E agora vamos começar a reconstrução!”

24 mar

Esse vídeo é do dia 12 de março, três pessoas e um cachorro foram resgatados 48 horas após o tsunami e terremoto que atingiram o nordeste do Japão.

Eles estavam no andar de cima do sobrado em que moravam e a parte inferior foi completamente destruída. Ao sair o velhinho abre um sorriso maravilhoso e diz: “Eu estou bem. Experimentamos o Tsunami que veio do Chile também, por isso estou bem. Agora vamos começar a reconstrução!”

É emocionante, não acham?

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