Arquivos de etiquetas: Japão

Idoso vive nas ruínas a 20 km de usina nuclear

8 abr

Kunio Shiga listens to a battery-powered radio in the living room of his home in Minami Soma, Fukushima Prefecture, inside the deserted evacuation zone established for the 20 kilometer radius

Man stranded in empty Japanese town since tsunami | Asian Correspondent.

Repórteres e fotógrafos do Associated Press que andavam pela cidade de Minami Soma, cidade japonesa a 20 km da usina nuclear de Fukushima 1, encontraram um sobrevivente morando em casa com pouca comida e nenhum aquecimento.

Segundo a reportagem, Kunio Shiga de 75 anos não fugiu porque não consegue se locomover a longas distâncias.  Ao chegarem a porta da casa do idoso, um sobrado intacto depois da tragédia, ouviram-no dizer desorientado: “Vocês são as primeiras pessoas com quem falo depois do Tsunami. Vocês tem alguma comida? Eu pago”.

Kunio não sabe o que aconteceu com sua esposa que supostamente deveria estar na casa. Ele foi deixado para trás desde que o governo pediu aos moradores de Minami Soma que saíssem da cidade que fica a 20 km da usina nuclear de Fukushima 1 (Dai-ichi).

Dentro do sobrado escuro e frio, além da dificuldade para encontrar comida e água, ele mal consegue cozinhar por causa da falta de eletricidade.

Mesmo aceitando a ajuda dos jornalistas ele disse que gostaria de permanecer em casa já que é velho e não sabe quem cuidará dele: “Eu queria ficar, mas eu não tenho água e estou ficando sem comida”disse.

Yakuza, máfia japonesa, ajuda as vítimas do desastre no Japão

25 mar

“As vezes os piores momentos fazem aparecer o melhor nas pessoas” - é assim que começa o artigo do jornalista Jake Adelstein publicado no Business Insider que fala sobre a forte ajuda dada pela Yakuza, a máfia japonesa, aos esforços no apoio as vítimas da tragédia que assolou o país.

Jake que foi jornalista do maior jornal do Japão, o Yomiuri Shinbun, e investigador chefe-do Departamento de Estado dos EUA que pesquisava o tráfico de pessoas, é considerado o maior especialista em crime organizado do país.

Ele diz que algumas horas depois do choque do Tsunami, dois dos maiores clãs da organização criminosa abriram seus escritórios em Tóquio para atender as vítimas e transportaram alimentos, água e cobertores para áreas devastadas em caminhões de duas toneladas e qualquer outro veículo que tivessem condições de usar.

Já, um dia depois do terremoto, o Inagawa-kai (o terceiro maior grupo do crime organizado no Japão fundado em 1948) enviou 25 caminhões de quatro toneladas cheios de fraldas, papel higiênico, macarrão instantâneo, pilhas, lanternas, bebidas e outros produtos essenciais para a vida cotidiana na região de Tohoku, nordeste do Japão.

Um executivo de Sumiyoshi-kai, segundo maior grupo criminoso, ofereceu-se até mesmo para dar refúgio aos membros estrangeiros, algo inédito em um país xenófobo, especialmente entre os Yakuza conservadores.
O Yamaguchi-gumi, maior clã da Yakuza, sob a direção de Tadashi Irie, também abriu seus escritórios em todo o país para o público e enviou caminhões de suprimentos, mas muito discretamente e sem alarde. (mais…)

“E agora vamos começar a reconstrução!”

24 mar

Esse vídeo é do dia 12 de março, três pessoas e um cachorro foram resgatados 48 horas após o tsunami e terremoto que atingiram o nordeste do Japão.

Eles estavam no andar de cima do sobrado em que moravam e a parte inferior foi completamente destruída. Ao sair o velhinho abre um sorriso maravilhoso e diz: “Eu estou bem. Experimentamos o Tsunami que veio do Chile também, por isso estou bem. Agora vamos começar a reconstrução!”

É emocionante, não acham?

Flyjin = gringo que fugiu do Japão no meio da crise

24 mar

A catástrofe que aconteceu no Japão no dia 11 de março gerou um volume enorme de notícias exageradas, falta de informação e pânico na população. Embaixadas mais conservadoras pediram ao povo que “considerasse” deixar o país, o que fez com que muitos estrangeiros voltassem a seus países ou fossem para áreas mais afastadas da região.

Com tudo isso, os japoneses criaram um acrônimo, o Flyjin (フライ人) que é a fusão da palavra Fly (voar em inglês) e Gaijin (gringo).

O Flyjin ouestrangeiro voador”, é aquela pessoa que “abandonou” o país quando ele mais precisava, enquanto os japoneses continuaram a trabalhar como se nada tivesse acontecido. Isso nas entrelinhas tem um significado que a meu ver é o seguinte: “enquanto estava tudo bem vocês estavam aqui, quando tivemos problemas, vocês fugiram. São ingratos”. (mais…)

Como doar dinheiro as vítimas do Tsunami sem ser enganado?

23 mar
Cruz Vermelha japonesa

Cruz Vermelha japonesa

Tá aí uma dúvida que todo mundo tem…

“Eu assisti aos vídeos do terremoto e Tsunami que aconteceu no Japão. Fiquei comovido com a situação das pessoas desabrigadas que precisam de comida, água, aquecimento, etc… Queria poder fazer algo por elas, mas moro no Brasil que é praticamente do outro lado do planeta. Por isso, talvez a única maneira de fazer isso seja doando um pouco de dinheiro, mas como vou fazer isso? Como vou saber onde o meu dinheiro vai parar?”

Em toda grande catástrofe que comove as pessoas sempre aparecem os oportunistas que criam sites e recolhem doações para roubar dinheiro do povo. Isso é tão comum quanto o cafezinho que você toma todos os dias de manhã. É gente ligando na sua casa, sites fraudulentos com contas diferentes, gente pedindo seus dados pessoais e por aí vai.

O primeiro passo para que você possa fazer a sua doação é saber se a empresa que vai gerenciar tudo isso é idônea e bem relacionada. Se você sabe quem são e pode confiar no que fazem. Esse é o primeiro passo! O segundo passo é saber se as informações são claras e objetivas, e por fim tem que saber como seu dinheiro será usado.

Eu fiquei espantado com o volume de empresas arrecadando dinheiro por causa da catástrofe, e pelos noticiários que tenho visto a única associação oficial a receber doações para isso é a Cruz Vermelha do Japão.

Mesmo assim, diversas outras entidades no Brasil estão criando esforços para recolher doações e manda-las para as áreas assoladas pela tragédia. Agora eu descobri que a Cruz Vermelha – filial São Paulo tem uma conta bancária, enquanto o Bunkyo – Associação Brasileira de Cultura Japonesa e Assistência Social tem outras 4 contas bancárias completamente diferentes. Agora você me diz: “Quem é que está trabalhando sério nessa história?”

Pela lógica eu acho que se a Cruz Vermelha Paulista e o Bunkyo em SP estivessem fazendo o mesmo trabalho, eles teriam as mesmas contas bancárias, certo? Então, porque diabos elas são completamente diferentes?

A filial paulista diz que mandará as doações a Cruz Vermelha japonesa e o Bunkyo também. E em nenhum dos sites há uma explicação lógica do porque as entidades não fizeram isso em conjunto.

Ah, antes que você diga alguma coisa caro leitor: “nem vem com aquele papo de que no texto do Bunkyo foi dito que haviam entidades que saberiam onde melhor enviar o dinheiro”. Isso porque a Cruz Vermelha japonesa repassa a verba para os locais onde ela é mais necessária, ou seja, não faz a mínima diferença.

Nessa hora de necessidade, eu acho que estas entidades precisam unir forças e não deixarem confusos os brasileiros que realmente querem ajudar. Ninguém aqui achou dinheiro no lixo.

Eu queria estar  no Japão agora tentando ajudar essas pessoas, acho que pelo menos assim eu estaria vendo o resultado do meu esforço e não dando dinheiro na mão de empresas que por falta de comunicação, desinformação (e um bom webdesigner!) não passam credibilidade.

Tobrigado!