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Japonesa chupando um… p…!

25 dez

Esse vídeo é genial!

 

Esse também!

J-Babe da semana: Aki Hoshino

25 set

Aki Hoshino é uma das maiores modelos fotográficas do Japão e também apresentadora e repórter! Ela faz parte de um grupo de mulheres que trabalham fazendo vídeos (Ela já fez 36!) e estampando álbuns de fotos e revistas masculinas, se insinuando, mas sempre de biquíni. Existe um termo no Japão usado para descrever este tipo de garota é o Gravure Idol que eu já expliquei aqui no blog, mas se você quer saber, clique aqui. Ela tem 32 anos e ainda não se casou, o que faz a mídia japonesa ficar o tempo todo no pé dela. Clicando na imagens você vai ter acesso a galeria de fotos e a 3 vídeos dela que estão no Youtube. Se você não se der por satisfeito, lá no Youtube ainda tem mais um monte de vídeos, comerciais, entrevistas e fotos.

Aki Hoshino

Aki Hoshino

Dança do Quadrado versão japonesa!

22 set

Ontem dava a minha olhada básica no Nico Nico Douga que é um site de compartilhamento de vídeos estilo Youtube, mas que foi criado no Japão e pra poder ver os vídeos e entrar no site você tem que se inscrever e tal. Meio complicado. Enfim, lá dentro tem milhões de vídeos como nos outros sites com a diferença de ser regional (só Japão!). E quando eu entro num site como esses a primeira coisa que eu faço é pesquisar a cultura brasileira. Então, entre vídeos de japoneses ensinando a capoeira, entrevistas sobre a crise econômica e receitas de brigadeiros e afins, encontrei a versão japonesa da Dança do Quadrado! O que eu achei interessante é que o vídeo é antigo, mas a música encaixa direitinho na dança dos integrantes. Dá uma olhada. Eu achei muito engraçado, mas é porque é bem bobinho. A música japonesa chama-se Do Dai e é interpretada pela personagem Azusa Miura daquele game de simulação da Namco chamado The Idolm@ster, onde você faz o papel de um produtor e tem que escolher 10 garotas aspirantes a ídolo para se tornarem cantoras. O game é famosíssimo no Japão.

Um coisa que eu acho bacana no Nico Nico Douga é que os comentários das pessoas passam no meio da tela. Então você está assistindo e o cara tá falando ao mesmo tempo. Isso até que é bem legal!

Blog da Utada Hikaru em inglês!

19 set

Você adora os artistas japoneses e gostaria de entender o que eles escrevem em seus blogs e afins? Pois é, as vezes alguns fãs resolvem traduzir o que andam dizendo seus artistas favoritos para que a galera de outros países possam entender.

Essa semana enquanto procurava por imagens da Utada Hikaru encontrei o blog Hikki Texts cujo autor traduz para o inglês todos os posts que a cantora escreve em japonês em sua página oficial.

Como eu disse antes, os blogs são uma forma de aproximar os artistas do público no Japão. Por lá a relação famoso X fã é de respeito, mas também é muito próxima. Se os fãs não gostam de algo que o artista faz tratam logo de critica-lo e de parar de apoiá-lo consumindo produtos ou dando audiência a seus programas. Vocês viram o que aconteceu com a Miku Natsume, certo?

Mas enfim, enquanto eu lia o Hikki Texts por acaso achei duas histórias legais.

Apesar da mídia japonesa fazer um total alarde em cima do fato dela estar namorando, ao ler o blog tem um comentário sobre isso que é bem interessante:

“…um artigo sobre o meu namorado saiu na revista hoje. Ele é só um cara comum, então por favor não levem muito a sério. (;´▽`A``

Sobre isso….

Eu sempre disse “Ah, sim!” por muito tempo quando me perguntavam “Então, você tem um namorado?” em entrevistas de rádio e revistas americanas, então isso poderia ter acontecido a qualquer momento, mas estou pensando porque aconteceu agora..?

Talvez eles estejam precisando de material para escrever. Mas tem tantas coisas acontecendo publicamente (;・`ω・´)”

Veja em inglês aqui!

Revista japonesa não perdoa! Utada passeando com o namorado

Revista japonesa não perdoa! Utada passeando com o namorado


Já na outra história ela conta que estava andando de bicicleta em Tóquio quando a corrente saiu e ela caiu. Ela disse que ninguém sequer reparou nisso. O povo de Tóquio é assim mesmo. Eles não param para ajudar e não perguntam nada se observam alguma coisa estranha acontecendo. E isso é verdade! Durante os 6 meses que morei por lá eu vi gente caindo, vomitando, gritando, passando mal, desmaiando e as pessoas caminhando na rua nem espantadas ficavam. É bizarro, mas também muito interessante. Bom, mas enquanto estava no chão ela reparou que uma mão encostou em sua bicicleta.  Era um homem jovem e bonito trajando roupa social e óculos escuros.

“Ele consertou a minha bicicleta! Ele consertou!

Oh, muito obrigado! – me curvar e agradecer foi a única coisa que pude fazer. Então o homem de terno sorriu e foi embora de forma maravilhosa…

Meu anjo!!!! (´ロ`)

Posso perguntar o seu nome…?! Essa é uma daquelas situações onde você sente vontade de perguntar o nome da pessoa. Eu só vi uma cena como essa em Jidageki (são novelas japonesas com tema da era dos samurais)…rs…

Sabe, eu sempre disse isso… Eu nunca fui capaz de andar de bicicleta. Mas eu estive treinando nos últimos meses e agora eu sou capaz de andar, mas as pessoas em Tóquio são muito frias. Eles só me deram uma olhada fria quando eu cai. Como se ninguém fosse ajudar, mesmo que você caisse no chão tendo um ataque cardíaco. Eu não sei se este é o lugar certo para dizer isso, mas eu sou uma garota da cidade, só que…

As pessoas em Tóquio são frias. (´・ω・`)

E é isso que eu ando achando ultimamente. Mais ainda porque eu ando viajando para o interior de tempos em tempos.

Então, no meio dessas pessoas, o jovem com quem eu esbarrei hoje realmente parecia um anjo.

Por um segundo, eu me apaixonei por ele!
Eu pensei em várias coisas como “Suas mãos devem estar sujas”. Mas na verdade eu me senti muito bem…”

Você já imaginou esbarrar com a Utada Hikaru andando de bicicleta pela cidade? A idéia que a gente tem é a de que os famosos andam todos rodeados por seguranças 24 h por dia. Interessante não? Bom, para ler o blog Hikki Texts é só clicar aqui. Os textos são bacanas e a tradução é legal, mas se você quiser acessar o blog oficial da cantora clique aqui.

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Trabalhar com cultura pop é emprego de verdade?

23 jun
Renato Siqueira e Pablo Miyazawa na Conrad Editora (em 2000)

Renato Siqueira e Pablo Miyazawa na Conrad Editora (em 2000)

Tá aí uma coisa pela qual eu vivo me questionando…

Nos últimos três meses eu estive me dedicando a acertar muitas coisas para um evento de cultura pop japonesa que eu adoro fazer. A minha função, pelo menos para mim, parece simples que é: “negociar e viabilizar alguns dos projetos de atrações do evento”. Eu sou aquele carinha nos fundos do palco, olhando a lona se abrir e o show começar. Sou o cara que vai cobrar da banda e dos cantores um último ensaio final para ver se está tudo certo. E eu gosto muito disso. Não faço questão de aparecer em público e acho que até para que o meu trabalho dê certo é bom ficar um pouco distante da galera.

Durante os últimos 3 anos estive me dedicando especificamente a trazer os cantores japoneses para Fortaleza, o evento é o Sana que todo mundo conhece. Até o momento, os shows têm sido muito bem sucedidos e o público em “nosso” evento (depois de 3 anos acho que posso falar que também sou parte dele!) tem aumentado cada dia mais. Reclamar, sempre tem gente que reclama. Elogiar, sempre tem gente que elogia. No geral é gratificante receber comentários do público porque significa que: “Sim, estamos fazendo algo! E, pra bom ou pra mal, as pessoas estão participando!”.

Eu sou frequentador de eventos desde a 1996, quando os eventos ainda eram formados por grupos de amigos que se reuniam para trocar cards, assistir animes e discutir as últimas notícias das revistas sobre o assunto. Eu acho que posso dizer que entendo um pouquinho desse mercado que nós criamos. Existe sim, um mercado de cultura pop japonesa, que apesar de muito comentado ainda é underground, mas um “undergroud popular”. Será que existe isso? Bom, o evento no qual ajudo a organizar reuniu no ano passado cerca de 40 mil pessoas em três dias. Foram consumidos milhares de refrigerantes e sanduíches, foram comprados milhares de chaveiros, camisetas, adesivos, jogos de videogame, mangás e etc. Mas continuo dizendo que esse é um “mercado só nosso” porque investidores de grande porte não fazem idéia de como investir nisso. 40 mil pessoas é muita gente! Com boa mídia e pouco investimento é possível arrebanhar muitos fãs.

Mas enfim não é bem disso que eu queria falar…

Voltando do Japão no ano passado, eu me propus a fazer algumas coisas. A primeira era prestar uma bolsa de estudos de pós-graduação do governo japonês com um assunto que eu adoro que é a cultura pop japonesa, mas com um projeto contemporâneo e diferente do que outras pessoas do meio já fizeram. Como era de se esperar, não passei!..rs.. Eu criei o projeto confiando no que o primeiro ministro andou dizendo nos últimos tempos e acho as palavras dele muito válidas, mas creio que no Brasil isso ainda não chegou nas mentes da elite e nem de quem realmente decide as coisas. Mas tudo bem. (Sim, tem um pouco de dor de cotovelo nessa parte, confesso!)

Evento de mangás da Shonen Jump - Jump Festa em Tóquio (2008)

Evento de mangás da Shonen Jump - Jump Festa em Tóquio (2008)

A segunda coisa que eu prometi para mim mesmo foi tentar mudar levemente o conceito do evento que estou fazendo. Não quero que o Sana se torne apenas um amontoado de gente espremida num lugar quente sem nada para fazer a não ser aguardar pelo show de cantores internacionais no fim do dia.Você que vai a algum evento de cultura pop japonesa, consegue perceber que ele é realmente de cultura pop japonesa? Antigamente, a gente sabia, mas hoje não dá mais pra perceber isso.

É por isso que eu quero que o evento, além de fazer a nossa juventude se divertir, faça ainda as pessoas pensarem, tornando-se um ponto de referência brasileiro em relação a eventos deste estilo e porte. Com a ajuda dos outros organizadores e seguindo os conceitos propostos pela fundação, o Sana deve mudar sempre. E eu pretendo ajudar nisso.

Mas pensando na minha dedicação pra esse tipo de trabalho é que a voz da minha mãe entra na minha cabeça:“Filho, vá procurar um trabalho decente e que te dê condições pra sobreviver. Você tem um diploma, fala outro idioma, é inteligente e tem condições de viver muito bem”. Essa já é pelo menos a décima vez que ela me fala isso. E o pior de tudo, ela tem razão. Acho que fazer eventos deste tipo no Brasil e se dedicar a isso é pedir para morrer lentamente de fome..r.s.. Por isso, eu vivo pensando que para fazer disso um trabalho é pelo menos necessário “não passar fome”. E tá aí uma coisa em que eu penso constantemente. Eu posso trabalhar com isso, mas quais serão os meus passos para fazer disso um bom ganha-pão, algo que não me torne um trabalhador informal e que me faça ter uma garantia de futuro. Parece uma utopia, não é? Mas acho que ter condições é o único jeito que vejo as coisas acontecendo por aqui. Se dá condições a outros porque não dará para mim.

No ano passado, eu ajudava a organizar o show do Sana 8 e, ao mesmo tempo, trabalhava em um portal de internet com um salário até que bom. Só consegui isso por ter muitos anos de trabalho (9 anos?) em editoras, sem o devido diploma de jornalismo que tanto gera polêmica. Para mim, essa derrubada da obrigatoriedade do diploma só serviu pra legalizar o meu trabalho que era feito “com ou sem diploma” de qualquer maneira. Isso graças a muitos contatos e amigos que cultivei durante todos esses anos.

Pois bem, faltam exatas 4 semanas para o evento e a correria sempre começa nesta época. É como tentar colocar no lugar muitas peças de um quebra-cabeça passando por uma enorme pressão. E hoje me liga um amigo dizendo algo assim: “Oh, o fulano está indo trabalhar no portal do conglomerado X e eles ainda precisam de mais umas pessoas e estão pensando em te chamar, o que você acha?” Bom, não precisa dizer que eu fiquei felizão por terem lembrado de mim, mas aí me veio o evento na cabeça e como vou fazer se pretendo me dedicar e blá blá blá. E como fazer isso é algo que eu gosto e tal. Ai que droga pensar assim. Por um lado tem o bolso cheio, mas pelo outro uma coisa que eu gosto muito de fazer e que eu sei que ainda vai se tornar algo muito mais forte do que é hoje. Deixando o blábláblá de lado, eu pretendo fazer isso enquanto tiver condições, quando não tiver, mesmo gostando muito disso, eu pretendo procurar outra coisa pra fazer. Tá na hora de se dedicar a uma coisa só.

Outro dia um outro amigo me liga e diz: “Renato, precisamos de uma pessoa que faça um meio de campo com empresas japonesas pra isso, isso e aquilo… que tal?” e eu ando tão estressado com isso que respondi: “Cara, não vou ficar na merda pra ajudar os outros e ganhar tapinha nas costas!” Acho que fui até meio estúpido na resposta, mas precisava me posicionar de alguma maneira ou aceitar um trabalho que sei que muita gente cobra muito pra fazer.

No ano passado, eu trabalhei durante 7 meses em um portal de internet, e depois disso larguei tudo, comprei uma passagem e fui para o Japão passar mais 3 meses. Aquele país é minha paixão. Tem muita coisa errada lá também, mas acho que consigo me encaixar naquela realidade, não sei explicar. Tenho muitos amigos e consigo correr atrás de sonhos. Nessa última viagem, eu fiz muitos contatos com pessoas importantes. E naquele lugar, por ser estrangeiro as pessoas me tratavam como amigo e tal. Não sei se é porque me esforço para falar japonês ou se é porque tento vender a minha idéia do Brasil como mercado consumidor de cultura pop japonesa com tanta paixão que eles se empolgam, sei lá. Um dia pretendo falar disso na coluna do jornal que pretendo escrever em Fortaleza. Aguardem!