To babando nesse filme… Parece que vai ser muito legal!
Eu fiz a tradução do trailer para o português dando uma pesquisada rápida no japonês feudal, que apesar de ter aprendido na faculdade esqueci uma boa parte.
Como dá para ver, o Kenshin fala mesmo o “Oro” criado pelo autor e o verbo “de gozaru” que é a marca do Japão antigo. Mas além disso ele usa a palavra Sessha para se referir a “Você” e uma ou outra forma mais complicada.
Ah, enquanto traduzia percebi que no último frame mostra o Kenshin com apenas uma cicatriz sangrando. Essa é a deixa para dizer que eles vão contar a história desde o começo e o motivo por trás do “X”. Quem assistiu aos dois primeiros OVA lançados depois da série sabem do que eu estou falando.
Quando anunciaram o filme de Rurouni Kenshin (ou Samurai X por aqui) acho que uma boa parte do povo que lê este blog ficou espantado com a notícia. Uns céticos e outros muito ansiosos por imagens e trailer do filme. E eu sou um desses caras.
Quando anunciaram Takeru Sato como Kenshin fiquei com o pé atrás, quando vi a foto dele (acima) com o “X” pequenino no rosto fiquei cético de que sairia algo bom, mas isso tudo mudou quando assisti ao trailer e percebi que o diretor é Keiji Ôtomo, veterano de famosas jidaigeki da tv japonesa. Ah, jidaigeki, como o nome diz são aquelas novelas de época, as famosas novelas históricas.
Enquanto no Brasil temos Dom João VI comendo frango sem lavar as mãos, lá no Japão existem samurais lutando por sua supremacia e o domínio do estrangeiro. Por isso a maioria das novelas de época tem samurais e muita luta. Não preciso dizer que para mim as novelas históricas japonesas são muito mais legais..
Enfim, quando eu botei as mãos no trailer do filme tratei logo de legenda-lo e procurar os personagens para tentar adivinhar a trama. E não é que vão mostrar uma versão cinematográfica do começo da história em que Kenshin some depois do Bakumatsu, mas continua a ser perseguido tanto por samurais rivais quanto pelo governo.
Um dos maiores vilões do filme promete ser Jin E Udou, o samurai do chapéu negro, que aparece no trailer bem rapidamente, mas que rende uma das batalhas mais intrigantes do anime.
Abaixo seguem algumas informações para você relembrar o desenho animado e entender o trailer do filme:
Kenshin é chamado de Battousai (“gênio do Battou”), por ser mestre no Battoujutsu, uma técnica que consiste em matar adversários com apenas um único golpe certeiro.
Bakumatsu (幕末, Bakumatsu) foi o período que abrange os últimos anos do período Edo, que corresponde ao final do xogunato Tokugawa na história do Japão. Esta fase é caracterizada por grandes eventos ocorridos entre 1853 e 1867, quando o Japão terminou a sua política de isolamento conhecida como sakoku, e houve o fim do feudalismo sob o comando da figura do xogun iniciando o período Meiji.
A principal divisão política e ideológica durante este período foi entre os ishin shishi, pró-imperialista (patriotas nacionalistas), um nacionalismo emergente anti-ocidental, que cresceu entre Tozama Daimyo (“senhores de fora”) e as forças do xogunato, incluindo a elite Shinsengumi, que ocorreu após chegada do comodoro Matthew Perry à costa japonesa.
Neste período de transição ocorreram muitas guerras e assassinatos. Foi neste período que Kenshin tornou-se Battousai, o retalhador. Cansado de mortes, quando o xogunato acabou ele desapareceu, mas sua lenda ficou entre os espadachim da época. São estes que na era Meiji resolvem procurar pelo assassino, hoje “aposentado” tentando esquecer seu passado.
O filme Rurouni Kenshin estréia no dia 25 de agosto no Japão, e bem como Patrulha Estelar, só deve aparecer por aqui quando sair em DVD e pudermos comprar versões originais porque no Brasil ninguém tá nem aí para este tipo de filme baseado em anime, mas que certamente por aqui teria uma bilheteria muito bacana por conta do sucesso dos mangás e do desenho. Acesse o site oficial do filme em japonês clicando aqui.
Eu fiquei muito a fim de reler a série e assistir aos OVA depois de ver o trailer, e você?
Bom, você está preparado? Are you ready? Abaixo tem o vídeo dos bastidores do filme de The King Of Fighters (KoF), o jogo mais amado por fãs de jogo de porrada que eu conheço. Esse é o filme gente! Com direito a comentários do diretor, dos atores e atrizes e algumas cenas do filme mesmo.
Se liga no elenco da “super produção”:
Sean Faris… Kyo Kusanagi
Will Yun Lee… Iori Yagami
David Leitch… Terry Bogard
Maggie Q… Mai Shiranui
Ray Park… Rugal Bernstein
Bernice Liu… Vice
Monique Ganderton… Mature
Sam Hargrave… Ryo Sakazaki
Françoise Yip… Chizuru
Como estamos num clima de comédia aqui, eu vou indicar esse outro vídeo que pelo menos a gente sabe que é uma brincadeira com Resident Evil, que um fã japonês fez, chamado Otoko Hazard (“Homem Hazard”?). É bem divertido e no Youtube é o vídeo mais visto da seção de games com mais de 1 milhão de visitas.
Em 2007 fiz a minha primeira viagem ao Japão. Já havia estudado bastante cultura e língua japonesa e resolvi que era a hora de ir até o arquipélago. Só que a minha viagem foi um pouquinho diferente da maioria dos turistas porque pelos amigos que eu fiz por lá, eu acabei conhecendo pessoalmente pessoas e lugares que jamais sequer pensei que chegaria perto. Acabei conhecendo o Japão pelo olho daquilo que eu considero o meu objeto de estudo: a cultura pop japonesa. E foi assim entrando pela porta dos fundos do mundo das celebridades e da música que eu aprendi muitas coisas. Enfim, um dos primeiros lugares a qual fui convidado a visitar foi o SET de um seriado de super-heróis japoneses chamada Juuken Sentai Gekiranger (Esquadrão Punho de Fera Gekiranger )que no começo de janeiro de 2007 estava em sua primeira semana de gravação.
Foi num belo dia de manhã que fui junto com outro amigo aos estúdios da Toei, a maior empresa de cinema e tv a produzir seriados com os heróis de capacete e colant colorido. Nós tínhamos duas opções: um acordar muito cedo e acompanhar uma equipe que filmava os dublês das cenas de ação dos heróis ou ir até o estúdio e ver as cenas com os atores e atrizes que interpretavam os vilões da série. E nos acabamos por escolher a alternativa número 2.
Dentro do SET de filmagem se encontrava uma equipe inteira de câmeras, produtores e um diretor que faz esse tipo de trabalho a mais de 20 anos. E lá eram feitas as primeiras filmagens de uma dupla de vilões que depois ficou muito conhecida do público infantil japonês e de muito marmanjo via internet: Rio (Hirofumi Araki) e Mele (Yuka Hirata).
O cenário minuciosamente detalhado possuía cores fortes, com uma combinação de preto e vermelho que dava o tom escuro apropriado aos vilões. No meio da sala um trono onde ficava Rio e em torno dele haviam dublês vestidos com roupas de monstros por todos os lados. Eu me lembro que entre uma cena e outra, após ouvir o “corta” do diretor, assistentes entravam e ajudavam os “monstros” a tirarem suas “cabeças”. As duas criaturas lá do fundo quando estavam sem “cabeça” logo começavam a fumar. Dentro da sala ainda haviam uns 9 monstro com roupas e feições iguais. Eram o time de capangas do vilão Rio. Eram apenas 9, mas no dia em que assisti o primeiro episódio da série percebi que um efeito especial fazia parecer que eram muitos.
Cada quadro e movimento era filmado de ângulos diferentes, um trabalho específico e bem árduo. E a gente assistia tudo ali do ladinho, mas quando eles paravam de gravar a gente saía pra “fuçar” pelo cenário e tietar um pouquinho os atores. Engraçado de tudo é que eu nunca tinha ouvido falar em nenhum dos dois vilões da série, mas isso mudou nos meses seguintes a essa visita. Com o lançamento de Gekiranger, os dois foram estampados em capas de revistas, jornais e entrevistados na tv. Eles eram jovens como o mercado pra esse tipo de coisa exige.
Quando a Yuka Hirata saiu de uma de suas cenas e foi substituída em algumas tomadas por um dublê, que vestia a roupa do monstro na qual ela se transformava, a gente aproveitou para tirar esta foto aí embaixo:
Ricardo, eu e a Yuka Hirata no cenário de Gekiranger!
Eu só estou escrevendo este post porque outro dia escrevi o nome dela no site de buscas e surgiram várias fotos provocantes desta atriz e modelo (uma delas tá aí em cima!). Fiquei embasbacado. Tanto antes da fama, quanto depois dela, a Yuka continuou a se dedicar a carreira que os japoneses chamam de Gravure Idol que são mulheres que fazem vídeos e fotos provocantes, mas sem pornografia que são vendidos aos homens babões no Japão. E esse é um “emprego” muito popular para belas mulheres e jovens ídolos por lá. É muito comum que uma mulher famosa ou que quer subir os degraus do sucesso se sujeitem a esse trabalho. Rende muito dinheiro por lá.
Eu só condeno as Gravure Idols muito jovens. Como esses vídeos e fotos não são considerados pornografia, algumas empresas japonesas abusam da liberdade e acabam transformando garotinhas entre 7 e 13 anos em Gravure Idol o que é para qualquer um muito mal visto.
Abaixo você confere um vídeo que eu fiz durante as gravações no estúdio.
Um vídeo dela como Gravure Idol…
E a abertura de Juuken Sentai Gekiranger!
Se você sabe japonês e quer saber o que a Yuka Hirata está fazendo atualmente é só conferir o blog dela clicando aqui.
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