Trailer de Darling is a Foreigner!

Quando eu vi esse trailer eu fiquei todo orgulhoso. Quem acompanha o blog sabe que eu conversei com Jonathan Sherr por email por algumas vezes e descobri que ele é uma pessoa muito doce e que merece mesmo todo o sucesso que ganhar com este filme. Estou torcendo pelo cara de todo o coração mesmo.

Bom, para quem ainda não sabe o Jonathan é o Darling ou o “namorado” que no final vira marido da protagonista Saori que é interpretada pela atriz Inoue Mao, a Tsukushi de Hana Yori Dango.

A minha história com o mangá Darin ha Gaikokujin (Meu querido é um estrangeiro) foi interessante. Quando viajei ao Japão no ano passado eu morei com a minha ex-namorada (todo mundo sabe :P) durante 3 meses e ela é uma japonesa que aprendeu a falar português enquanto fazia um intercâmbio no Brasil. Enfim, toda a vez que pegava o metrô em Tóquio era exibido nas tv internas do vagão uma pequena história em flash de Darin ha Gaikokujin, que narrava as desventuras de um casal formado por um barbudão americano e uma japonesa vivendo no Japão. O título é autoral e a criadora se chama Saori Oguri que também é o nome da protagonista. E por incrível semelhança o nome da minha ex-namorada (dói escrever assim!) é Saori.

"Darling" (Tony Laszlo) e a Saori Oguri
"Darling" (Tony Laszlo) e a Saori Oguri

Eu sempre dizia que eu era o Darling já que sempre vivíamos situações engraçadas diariamente chocando as duas culturas. Era tão interessante isso porque nos fazia ter muito mais interesse pelo outro. Era um casal onde realmente um queria saber como o outro iria reagir em determinadas situações. E isso nos fazia brincar. No editorial da edição #129 da Nintendo World (dezembro) eu publiquei o desenho que fiz da gente baseado na capa do primeiro volume do mangá desenhado pela Saori Oguri.

Depois que fiquei sabendo da existência do filme a única reação que tive foi a de querer dizer as pessoas como eu era grato por produzirem algo tão legal. E assim acabei topando com o ator Jonathan Sherr. Ele vive no Japão há muito tempo e fala bem o idioma. Eu disse a ele que tinha orgulho dele por passar uma mensagem tão importante em um país onde até pouco tempo as pessoas ainda eram obrigadas a fazer casamentos arranjados contra a vontade e onde casar com uma pessoa de uma nacionalidade diferente era quase impossível. O Japão ainda é muito tradicional, mas o modo de ver as relações amorosas entre pessoas de nacionalidades diferentes mudou um pouquinho. E isso pra mim já é uma coisa incrível!

No trailer que eu legendei em inglês no Youtube dá para perceber que a comédia vai manter bastante o jeitão dos mangás e ainda vai passar a mensagem do: “E daí! Se eu gosto dele é isso que importa!”

Eu falei isso pro Jonathan e ele ficou super feliz. Disse que já havia vindo para o Brasil muitas vezes e que se sentia responsável por ajudar a passar a mensagem 愛があれば何でも出来る (Se tiver amor, então pode fazer tudo) para frente. Além disso ele tem a responsabilidade de tentar aliviar um pouco o preconceito que se tem contra os estrangeiros no Japão. Tudo isso num único filme de comédia. De qualquer maneira eu me orgulho demais desse cara.

 Jonathan Sherr
Jonathan Sherr

Eu estou até pensando em fazer um bate-volta no Japão na época do filme só para assistir. Aliás o Jonathan me disse que a gente podia marcar de tomar um café pelos arredores de Tóquio quando eu fosse. Imagina. Seria legal demais!

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2 comentários Adicione o seu

  1. Muito bom o post Renato!!!!
    Me diz aew como foi que você fez para conhecer atores do ramo do cinema ?
    Rsrsrsrs
    🙂
    Este post que você escreveu me passou o mesmo entusiamo que você tem a respeito deste fato no Japão…
    O post não só nos mostra como o amor não tem fronteiras, nascionalidade etc, como também é uma oportunidade de os japoneses pararem e pensar um pouco a respeito de nós ocidentais, e de também aceitarem ser um pouco flexciveis se caso em sua familia alguem se apaixone por um homem ou mulher que seja de outra cultura e país.

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  2. Takeshi disse:

    Sim, é sempre interessante tocar nesse assunto, mas acho que quando o assunto é mídia não rola esse preconceito todo como dizem. Veja o exemplo de um casal/dupla de absoluto sucesso no Japão nas décadas de 70/80, formados por Hide & Rosana (italiana), é claro que Rosana fala muito bem em japonês. Se você aprender a falar japonês fluentemente, os japas te respeitam. hahaha. Olha eles cantando: http://www.youtube.com/watch?v=Gu8OqFn5h1U

    ps: Hide morreu em 1990.

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