Entrevista com o roteirista de ReCore

Tá na mão mais um vídeo que curti muito editar. Se você tem interesse em ReCore, mas ainda não sabe se vai adquirir ou não confira a entrevista que fizemos com o produtor do game Joseph Staten que entre outras coisas trabalhou na série Halo tão famosa pelo jogadores de Xbox.

O mais interessante de ReCore é que é um game que reuniu Keiji Inafune, o criador de Mega Man, com Mark Pacini, diretor de Metroid Prime e Joseph Staten, roteirista de Halo. Ou seja, um time de pesos-pesados da indústria de games.

Se você curtir o vídeo, assine também o canal que é bem bacana!

Pokémon Go é o Demônio!

Assista ao novo vídeo do canal, o Uplay:

 

 

Produção: Programa Uplay

Apresentadores: Raphael Martins & Katiucha Barcelos

Imagens: Eu!

Edição: Matheus Barros

 

Primeira hora de Pokémon Go no Brasil 

Minha experiência jogando uma hora de Pokémon Go na Beira-Mar de Fortaleza no Ceará:
-Peguei Pokebolas nos Pokestops. 


– Joguei um incenso e peguei cerca de 10 monstrinhos no meio da galera malhando as 19h no calçadão.


– não consegui enfrentar o líder de ginásio que fica exatamente em cima do Posto Policial da praia pq precisava estar no level 5 e eu estava no 3. 

Falando sério… Só dá pra jogar esse Game com o celular ligado e olhando pra tela o tempo inteiro por conta do gps. Me senti distraído em alguns momentos e vieram me “dar um toque” sobre andar no calçadão da praia com o aparelho celular nas mãos daquele jeito. 
Enfim, eu achei divertido, mas prevejo um aumento nos pokeassaltos e nos acidentes causados por gente que olha mais pro celular que pra rua.

De toda maneira espero encontrar outros jogadores pra compartilhar a experiência e ver se é legal mesmo como está sendo em outros países.

Descanse em paz, Wada-san

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Tradução: “Eu não fui abençoado com essa doença, mas fui realmente abençoado pelas pessoas. Elas vieram ao redor de mim para ajudar. Fiquei muito feliz.  A doença não foi bem vinda na minha vida, mesmo assim tive momentos muito divertidos com ela em mim. Para ser capaz de aproveitar a vida… é preciso ter outras pessoas né. Sou grato por isso. Então, hoje tenha uma boa viagem… nesta vida fascinante”.   (link)

O Wada nos bastidores era o tipo de pessoa que você quer ter como amigo. Às vezes o clima estava pesado, mas ele estava ali sempre a ouvir tudo. Quando o momento permitia ele fazia algum comentário engraçado e aliviava totalmente a tensão.

Nas viagens ao Brasil nunca reclamava de nada e quando perguntávamos se ele estava incomodado, ele dizia: “não tem como eu me incomodar, to feliz por terem me trazido até aqui!”. Ah e ele era sempre o último a querer voltar pro hotel e descansar. Parecia que aproveitava cada momento ao máximo sempre.

Algumas vezes saímos para beber e conversar em Tóquio.  Numa dessas, eu quebrei a “quarta parede” e levei uma fã junto comigo. Ela ficou sem palavras por estar perto dele e eu sabia que ele não se incomodaria com aquilo. Daquele dia em diante, conhecendo como era o Wada como pessoal, ela o amou ainda mais como artista.

Durante os anos que se seguiram sempre o acompanhava em todos os shows, comprava seus goods e dizia que nunca mais tinha esquecido aquela noite. Me lembro que o Wada tinha algumas conversas motivacionais com ela pelo twitter. Ela é uma artista incrível, mas como todo artista que se preze passou por muitos perrengues para ter sua arte reconhecida.

Quando Wada-san recebeu a notícia de que a doença tinha retornado, ele ficou mais voltado a cuidar da família. Ele se concentrou em deixá-los bem quando chegasse o momento de sua partida. Continuou a trabalhar mesmo doente e teve apoio de seus amigos sendo contratado pela Solid Vox.

Koji Wada faleceu em 3 de abril de 2016 vítima de um câncer que surgiu entre a faringe e o nariz, algo que por si só já poderia proibir alguém de cantar para sempre. E mesmo assim, ele continuou com seu amor pela música até o final sem deixar que nada o abalasse.

É com bastante tristeza que escrevo essas palavras, mas é dessa forma leve, risonha e divertida que vou me lembrar do Wada-san.

O céu ganhou uma estrela a mais e nós perdemos não só um cantor, mas uma pessoa maravilhosa também.

Descanse em paz meu amigo e viva eternamente por meio de suas músicas no coração dos fãs.

Ah, me lembrei da música que ele fez com o Ricardo que na minha cabeça é quase uma “música extra” do Digimon, a letra é incrível.

 

Ouço passos caminhando sem direção
Pensamentos jogados na distante imensidão
Então vejo sua sombra passar por mim
Entrelaçando destinos, viagens sem fim

Não importa como vou chegar lá
Eu só sei que eu vou
A minha estrada é uma só
Caberá aos meus sonhos poder me guiar

Tenho tudo aqui, nada ficou para trás
E apesar de querer ter os meus pés no chão
Barreiras vão cair
Novos voos podemos alçar

Vem pra cá! Vem viver!
Não vá mais se esconder
Vida nova nos chama, ela é muito real
Quero escalar o mundo com você
E renascer!

Fukisusamu kegareta jidai wo
Fukitobasu chikara ga hoshindarou
Uwatsuita yume to kenasarete
Sono tabi ni kokoro wo nagameteru

(tradução: Nessa era manchada que segue violenta

Queríamos ter o poder de acabar com todos os nossos problemas

Blasfemamos sonhos que não duram

e assim, seguimos olhando para os nossos corações)

Jiyuu ni kaketa omokage otte
Ima ni kasaneteru issho ni tabi wo kakenukete

(tradução: Procurando por vestígios de nossa liberdade

e colhendo o “presente” vamos juntos em uma jornada)

Kimi to kimi to meguriatta
Sora he sora he maiagareru
Kono kyou koete ai wo furasou
Kimi to kimi to futari naraba
Yume wa yume wa kanaerareru
Sekai ni hibikaseou
Ai no uta

(tradução: Nosso encontro foi obra do destino

e flutua para o céu

Vamos superar o presente e espalhar o amor

Com você, se estivermos juntos

Podemos fazer nossos sonhos reais

Vamos fazer a canção do amor

ecoar pelo mundo)

Tsumazuitari naitari tomattari ochikondari
Sore demo nando demo
Futari naraba koete yukeru

(tradução: Tropeçando, lamentando, pensando em desistir ou triste

Mesmo assim, não importa quantas vezes

Se estivermos juntos, superaremos a tudo)

Tenho tudo aqui nada ficou pra trás
E apesar de querer ter os meus pés no chão
Barreiras vão cair,
Novos vôos podemos alçar

Vem pra cá, vem viver
Não vá mais se esconder
Vida nova nos chama, ela é muito real
Quero escalar o mundo com você, renascer

Kimi to kimi to meguri atta
Sora he sora he maiagareru
Kono kyou koete ai wo furasou
Kimi to kimi to, futari naraba
Yume wa yume wa kanaerareru
Sekai ni hibikaseou
Ai no uta

 

(tradução: Nosso encontro foi obra do destino

e flutua para o céu

Vamos superar o presente e espalhar o amor

Com você, se estivermos juntos

Podemos fazer nossos sonhos reais

Vamos fazer a canção do amor

ecoar pelo mundo)

 

Como a má distribuição afeta o jornalismo de games

Fiquei com vontade de falar sobre este assunto depois que publiquei no meu Facebook a foto que destaca este post: eu com a cópia nacional de Batman Arkham Knight um dia antes do lançamento oficial brasileiro.

Bom, mas ao invés de ir direto ao assunto gostaria de explicar o contexto de como isso acontece. E sim, esse texto é enooooooorme, por isso espero que você tenha saco pra ler tudo.

16 anos falando sobre cultura pop, tecnologia e videogames e continuo sem saber direito se o que faço é jornalismo mesmo ou não é.

Quando saí da faculdade, mesmo não sendo a de jornalismo propriamente dita, sabia os fundamentos de uma reportagem na ponta da língua. Lia e relia meus textos para saber se como repórter  respondia todas as perguntas básicas:  “Quem?”; “O quê?”; “Quando?”; “Onde?” e “Por quê?”.

Aos poucos fui me desenvolvendo no mercado de games e aprendendo mais sobre o assunto que adoro.

Sempre achei que apesar do jornalista ser um cara que apura e escreve sobre tudo, ele nitidamente tem seus gostos pessoais em relação a área. Enquanto alguns gostam de análises, trilha sonora e entrevistas eu me interesso pela produção em si. O que eu curto é levantar a lona do circo e ver o que acontece nos bastidores. Geralmente as minhas entrevistas sobre jogos com produtores, mesmo com muitas coisas cortadas na edição final, começavam com perguntas loucas do tipo: “E aí, mas como vai a sua família?”

O meu interesse sempre foi tentar compreender a engrenagem que gira esta indústria e posso dizer que até hoje estou aprendendo como isso tudo funciona.

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Eu e o Miyamoto sensei… A relação com a Nintendo nessa época era massa

Quando voltei para a revista Nintendo World em 2010 descobri que apesar de serem a revista oficial da Nintendo, pelo menos naquele momento não havia muita interação entre a editora e a maior fabricante de games do planeta. Como bom intrometido que sou, a primeira coisa que fiz foi reatar tudo isso.

Conversar com as pessoas de lá e desenvolver as pautas como editor me dava um prazer imenso. Logo me dei conta de como as grandes revistas e sites americanos se comportavam. Eles tinham acesso aos jogos e a todo o material de pauta que precisavam com uma boa antecedência e sem de fato terem que se mexer muito pra isso. Era só pegar o carro e ir até a empresa, tirar fotos, falar com as pessoas e jogar os games. Pra um brasileiro aquilo era meio impossível. Não só porque a gente mora longe pacas da empresa de games mais próxima, mas porque os gringos não confiavam na gente, mesmo sabendo que por aqui se vende muito jogo e que o brasileiro não desiste nunca e parcela a vida em suaves prestações.

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