Uma sexta que mudou a história…

Como os seis canais de tv aberta no Japão avisaram sobre o terremoto

Na sexta-feira, dia 10 de março, eu esperava a chegada de um amigo japonês viria ao Brasil mais uma vez para faze negócios. Ele chegou por aqui as 19h e me ligou dizendo que teria um jantar importante e por isso não poderíamos nos encontrar. Depois de três horas, recebi uma outra ligação: “Renato-san, você não quer vir aqui para beber e conversar?”

Eu estava com outro amigo e fomos encontra-lo. Ficamos bebendo e conversando até as 4 da manhã. Depois da meia noite já era dia 11 de março, a data do meu aniversário, e ele resolveu que pagaria a minha conta. Foi uma madrugada divertida onde falamos de muitas coisas e dos próximos passos que daríamos em nossas vidas.

Cheguei em casa as 5h30 da manhã e resolvi dar uma olhada nas notícias. Foi quando vi as primeiras imagens do terremoto e do Tsunami que destruíram cidades costeiras a nordeste do Japao, e cujo tremor atingiu também Tóquio, onde tinha muitos amigos.

Eu fiquei chocado, mas mais do que isso… eu fiquei preocupado com a segurança dos amigos que tenho lá e suas famílias. A única reação que tive foi a de abrir o Skype e tentar ligar para algumas pessoas, mandar emails e postar perguntas em redes sociais. Será que estavam todos bem? Eu não conseguia dormir… aquelas imagens me deixaram triste.

Não dá para imaginar como aquelas pessoas se sentiram, só queria estar lá para tentar ajudar. A capital japonesa não tinha luz, os trens não funcionavam e as pessoas não podiam voltar para casa. O Japão é prático, moderno e tecnológico e o grande aliado  de tudo isso é a energia elétrica. É por isso que naquele momento, uma parte do país parou.

Na sexta a tarde, minha mãe invade o meu quarto com a minha tia cantando e me desejando parabéns pelo aniversário… Eu agradeci, mas não estava com clima nenhum de comemoração. Estava preocupado, triste e isso ficava nítido no meu rosto… No dia do meu aniversário, uma tragédia dessas. Não era possível.

O meu amigo japonês que tinha acabado de chegar ao Brasil estava muito abalado com tudo e fez exatamente a mesma coisa que eu havia feito: tentado entrar em contato com todos os seus familiares e amigos. E assim se seguiu com outros amigos e conhecidos. Felizmente, conforme os dias foram passando descobrimos que todos estavam bem, apesar das milhares de pessoas desaparecidas. Só nos restava rezar por eles.

Daqui do Brasil a única coisa que podia fazer era tentar informar brasileiros e japoneses que moravam por lá, e foi por isso que usei o Twitter para repassar todas as informações que conseguia. Durante esta semana, eu li tudo e assisti tudo que havia disponível sobre  o assunto. Algumas imagens desse desastre renderam lágrimas, outras esperança. Não consegui postar nada no blog e nem mudar de assunto no Twitter por entender e respeitar o sentimento de tristeza e preocupação que assolava a todos que conheço.

O país está de luto e essa catástrofe, na minha opinião, mudará e muito o que conhecemos.

O Japão está tentando se recuperar de uma crise econômica que começou em 2008, e quando observavam uma melhora, acontece algo que coloca todos a prova novamente. O japonês é um povo esforçado e unido e sabem que tempos difíceis estão por vir.

Mando aqui do Brasil os meus desejos de muita saúde e felicidade aos amigos que moram no Japão. Espero ir até aí para reencontra-los em breve.

Uma opinião sobre “Uma sexta que mudou a história…”

  1. Amigo Renato!

    Obrigada por me add.

    Desejo-lhe um Feliz Aniversário atrasado.

    Realmente é muito triste e devastador tudo o que aconteceu no Japão.
    Ainda não dá prá acreditar naquelas cenas que vi e revi várias vezes na net, parecia tudo de papelão as casas, construções, carros e tudo o mais que eram arrastados e destruidos de uma maneira inacreditável. Ainda estou pasma com o que assisti.
    O coração fica partido de ver o povo japonês passando por mais este sofrimento e provação.
    O Tsunami deixou graves sequelas com milhares de mortos, desabrigados, tudo destruído em questão de segundos. E também com o perigo da radiação.
    A pergunta que não quer calar…

    O QUE SERÁ DO JAPÃO DAQUI PARA FRENTE!
    COM TUDO DEVASTADO, AINDA TEM O GRAVE PROBLEMA DA RADIAÇÃO.
    O QUE SERÁ DO POVO JAPONÊS!

    Fica aqui a minha tristeza e o meu pesar por vidas que sempre batalharam para terem algo melhor para suas famílias.

    Abraços Renato, que Deus te abençoe sempre em sua caminhada.
    Prá mim você é um puro japones que carrega em seu sangue a admiração dos japoneses.
    Eu também te admiro muito.

    Terezinha Satiko.

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