Guardiões da Galáxia Vol. 2 – A incrível Opera Espacial da Marvel volta aos cinemas

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Desde julho de 2014 quando o diretor James Gunn incluiu Guardiões da Galáxia no meio do universo cinemático da Marvel arrebentando na telas que os fãs esperam por esta continuação. Isso porque ele conseguiu transformar personagens do terceiro, ou talvez até do quarto escalão dos quadrinhos da Marvel em mania mundial.

Usando detalhes dos quadrinhos clássicos como base, Gunn sedimentou tudo o que os Guardiões se tornaram no cinema e fora dele. Ele redefiniu o time atual, deu o tom bem humorado e incluiu músicas pop que deram características de anos 80 para um filme espacial. Essa estética foi  posteriormente copiada pelo universo Marvel como um todo em novas histórias em quadrinhos, desenhos animados e até no novo game da Telltale. Enfim, o cara mandou muito bem.

Estruturalmente falando, Guardiões da Galáxia Vol. 2 usa a mesma fórmula de contar história do primeiro filme, só que aumentando seu escopo. Como no Vol. 1, os minutos iniciais mostram uma cena passada na Terra nos anos 1980 para em seguida sermos transportados para o espaço, onde Peter Quill vulgo Senhor das Estrelas (Chris Pratt) e seus amigos lutam contra uma fera interdimensional no planeta dos Soberanos, um povo orgulhoso que diz ter criado a raça perfeita no universo.

Rola um desentendimento entre os Guardiões e os Soberanos e durante a fuga o time conhece o pai de Peter Quill, Ego (Kurt Russel). O roteiro então se divide criando um arco para Yondu que tem um dos papéis mais importantes nesta sequência. E pronto, não falo mais nada pra não dar spoiler. Saiba apenas que o roteiro em Vol. 2 se passa apenas 3 meses depois dos acontecimentos do primeiro filme, isso segundo o que o diretor revelou no twitter, pois não há referência nenhuma na película. Ah, e os trailers que você assistiu (como este aí em cima!) mostram cenas apenas do primeiro ato, ou seja, tem muita coisa inédita ainda para você assistir.

 

O universo se expande

Neste segundo filme são aprofundadas ainda mais as relações entre os personagens que já conhecemos e também somos apresentados a novos que terão papéis ainda mais importantes em filmes futuros. Uma delas é a Mantis (Pom Klementieff) que tem o poder de interpretar o sentimento de outros seres e  Stakar, interpretado por Sylvester Stallone, cuja história ainda tem muito pano pra manga. E temos o Baby Groot que é quase como um novo personagem, pois deixou de ser um graveto e já anda pra lá e pra cá aprontando das suas.

Fica claro que não importa investir milhões em efeitos especiais e cenas grandiosas se não houver química entre os personagens e Guardiões Vol. 2 investe quase todas as suas fichas nisso. Com um roteiro enxuto é a relação entre eles que ganha a atenção dos espectadores. São estes sentimentos que ligam os heróis da tela a nós reles mortais sentados na poltrona do cinema. E o humor bobo, irônico, sarcástico e por vezes sexual recheado com referências a cultura pop é o ingrediente que faz a liga nisso tudo.

Ravagers (Saqueadores)

James Gunn já havia dito em entrevistas que procura criar um equilíbrio entre cenas sentimentais e bem humoradas. A técnica é: toda vez em que uma cena fica muito melosa, ela é quebrada com uma piada em seguida pra aliviar o clima e não deixar tudo melancólico. E sim, funciona muito bem. Só não me entenda mal, pois existem também cenas bem dramáticas que vão encher de água os olhos de quem ama estes personagens, assim como eu. E estas sequências se integram para fundamentar a história e não deixar tudo virar um pastelão.

E para finalizar, acrescentando mais uma camada neste delicioso bolo pop é impossível deixar de falar da importância que a música tem no filme. A trilha é recheada de sucessos da década de 80 e que criam o “clima” do que vai acontecer tanto para quem assiste quanto para os guardiões na tela. Como se os personagens tivessem consciência do que o público está ouvindo. É genial. 

A química entre Drax e Mantis é muito divertida


Agradando a todos!

Para aqueles leitores das histórias em quadrinhos clássicas o filme traz algumas referências a personagens do universo Marvel no espaço. Ao mesmo tempo em que a história se foca apenas nos guardiões, sem aparição de Thanos e qualquer prólogo para Vingadores: Guerras Infinitas,  ela expande a galeria de seres celestiais existentes no universo representado nos quadrinhos.

Uma dica que dou: se possível assista Guardiões da Galáxia Vol. 2 em uma tela gigante e em 3D, pois o filme é um dos poucos que fazem um ótimo uso deste recurso. Além disso, veja TODO o crédito para assistir as cenas extras! Tem uma do Groot que é sensacional.

Guardiões da Galáxia Vol. 2 repete a mesma fórmula do primeiro filme. Não tem erro. Se curtiu um, vai gostar do outro. Se não viu ainda, corre o risco de gostar do Vol. 2 e depois ir correndo comprar o primeiro. Se é fã de quadrinhos tem referência a dar com pau e a cena extra com Stan Lee é incrível! Enfim, vai agradar todo mundo. Vá ver, sério!

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