Ultra-otaku: O Amor 2D!?

Nisan e sua namorada Nemutan
Nisan e sua namorada Nemutan

Essa semana na comunidade dos fãs de cultura pop japonesa uma matéria publicada anda dando o que falar. Foi publicado no jornal The New York Times no dia 22 de julho uma matéria escrita pela jornalista Lisa Katayama sobre um fenômeno otaku chamado: Amor em 2D. Essa expressão foi usada para indicar aquelas pessoas que no Japão vivem tão sozinhas que passam a namorar com personagens de desenhos animados, mangás e afins. A matéria escrita por Lisa destaca os homens que namoram com travesseiros! Como no caso do homem da imagem acima. Ele se chama Nisan, um homem de 30 e poucos anos que tem uma namorada chamada Nemutan, que nada mais é do que uma imagem de anime estampada em um travesseiro. Na foto acima, Nisan está com sua “namorada” em um Salad Bar em Hachioji onde concedeu uma bizarra entrevista que você pode conferir clicando aqui (em inglês!).

O texto está dando o que falar e os otaku já começaram a se defender. Estão dizendo que a matéria é tendenciosa e faz com que este fenômeno seja analisado como uma coisa comum a todos os otaku, enquanto na verdade este tipo de coisa só é feita por pessoas que levam a solidão e a falta de relações sociais a um patamar quase doentio, algo que foi chamado de Ultra-Otaku. Se enquadrariam nestas características, por exemplo, os Hikikomori, aquele cara que vive em casa e não consegue sair e seu relacionamento com outras pessoas se limita aos amigos via internet.

Eu, nas duas vezes em que visitei o Japão nunca vi em Akihabara (e olha que eu fui para lá muitas vezes!) um cara namorando com uma almofada ou coisa que o valha. O problema deste tipo de matéria que tenta mostrar o bizarro do fenômeno otaku é que queima o filme e aumenta ainda mais o preconceito que os japoneses tem com este tipo de gente.

Eu acho que a solidão no Japão é um problema crônico, mas por ser algo cultural mesmo. Não tem nada a ver com pessoas terem vergonha de se relacionar ou qualquer outro “pré-conceito” ocidental que possamos fazer.

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3 comentários Adicione o seu

  1. joaoaranha disse:

    Infelizmente, as pessoas tendem a pegar o lado mais bizarro da coisa, que é feito por um pequeníssimo nicho de pessoas doentes (porque pra chegar a esse ponto, é doença), e fazem disso algo geral. Muito infeliz a matéria.

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  2. Não é à toa que esses travesseiros são chamados de “daki-makura” (travesseiro de abraçar). Tem gente que leva ao pé da letra…HeHeHe! Mas o pior é que esse tipo de bagulho vende mesmo… É cada um que aparece!

    P.S.: Ainda bem que estou bem longe disso, embora também adore a Nemu Asakura (assim como todas as garotas de D.C. e D.C.II).

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