Voltando a blogar…

(Comecei este texto em Los Angeles e terminei no busão indo pra Zona Leste…rs…)

Estou em Los Angeles esta semana, mas volto em breve para SP. Só queria dizer que vou blogar mais aqui no Penpas. Faz tanto tempo que não faço isso que acho que já é hora de voltar. E nunca tentei usar a tecnologia de escrever e publicar pelo celular, então vou tentar fazer isso (portanto já me perdoem pelos erros, corrijo assim que puder ver de um computador)

Os posts serão mais pessoais e menos noticiosos, como eram antigamente. Vamos ver no que vai dar…rs…

Me dei conta de uma coisa engraçada nos últimos tempos.

Quando comecei a escrever notícias, artigos e reportagens eu tive que aprender a me desapegar do texto e relevar os comentários virtuais. Sabia que se desse 100% de atenção a críticas não construtivas e haters, tudo o que viria a me tornar seria destruído. Então aos poucos aprendi a desligar a “chavinha” e “apertar o foda-se” em alguns momentos.

Mas sabe para quem você nunca consegue fazer isso? Para pessoas das quais você se importa de verdade como familiares, amigos, paquera, esposa, namorada, etc.

Gente que no geral você pode ferir ou acabam ferindo você sentimentalmente falando.

Quando se escreve um texto ou mensagem para alguém relevante para sua vida, como ela se sentirá, de que maneira entendeu aquilo ou em que momento chegou até ela, importa e muito.

(Isso significa que se no geral você mandou aquela mensagem xingando e a pessoa não respondeu absolutamente nada, então isso significa que ela não tá mais dando a mínima… Rs…)

Nem sempre o receptor recebe a mensagem da maneira que o emissor a construiu. Foi por isso que aprendi então a relevar a maioria dos comentários e assim tentar respeitar a minha opinião e a dos outros. (Poucas vezes me excedi a ponto de brigar)

No Japão me diziam que receber uma carta era um ritual muito nobre. Se alguém, no mundo de hoje, perdeu tempo para lhe escrever, então alguma consideração ela tem por você. Os comentários são a mesma coisa, se o cara se sentiu feliz ou ofendido e quis deixar isso ali de alguma maneira, se ele perdeu tempo, é porque se importa de alguma maneira, sei lá…

Eu me lembro que antigamente quando estava triste, frustrado, bravo, desesperado ou irritado com alguém, escrevia sempre uma mensagem com todo o meu descontentamento para a pessoa sem levar em consideração de que maneira aquilo chegaria a ela. E fui machucando as pessoas no decorrer do caminho.

Então criei um método, quando estava com os sentimentos a flor da pele, eu abria um documento no Word e escrevia tudo o que pensava.

Depois disso salvava em uma pasta e esquecia. Meses depois, se ficava curioso, abria o arquivo e o lia novamente para constatar o quão babaca eu tinha sido. Eventualmente computadores eram formatados e aqueles textos simplesmente desapareciam…

E esse exercício me ajudou muito a evitar um monte de situações pelas quais teria me arrependido muito hoje.

Atualmente sou uma pessoa que pensa muito no que vai escrever quando isso envolve uma pessoa próxima.

Em alguns momentos nem responder direto, eu consigo. Em outros nem respondo para evitar atritos. E as vezes é por pura preguiça. Não aguento discussões longas por mensagem. Melhor receber uma ligação.. Rs…

Neste mundo de hoje onde as pessoas nem usam mais o celular para ligar, mas só para escrever é preciso tomar cuidado.

Antigamente você ouvia a voz e sabia se a pessoa estava brava ou feliz, mas hoje, se manda uma mensagem tem que esperar pelo melhor. E as vezes do outro lado da rede estão te achando um idiota.
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