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O basquete que o Kuroko joga

Qual o basquete que o Kuroko joga? E porque ele joga? O que diabo é isso?

 

Calma que eu explico. Kuroko no Basuke (“O basquete do Kuroko”) é o nome de um mangá e animação japonesa (anime) que me identifiquei nestes últimos tempos.
Bom eu não assisto mais desenhos animados como antigamente, mas vez ou outra acabo me empolgando com algum. E é o caso do Kuroko.
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A escola Teiko é famosa por ter um dos clubes de basquete mais famosos do Japão. Por lá com mais de 100 membros incríveis apareceu no ginásio um time formado por 5 dos melhores jogadores de basquete que já se teve notícia. Eles eram tão bons que foram chamados de “Geração Milagrosa”.
O que pouca gente sabe é que na verdade o time fantástico da escola Teiko possuía 6 integrantes e não 5. O sexto integrante mal era visto nos treinos e nas quadras o que lhe rendeu o nome de “Sexto Membro Fantasma”.

Os seis jogadores se formaram na Teiko e foram fazer o segundo grau em outras escolas.

 

 

A escola Seirin que possui um clube de basquete com apenas dois anos de existência está à procura de novos membros e assim aceita dois novatos no colégio. Kagami Taiga, um enorme japonês que morou muitos anos nos EUA onde aprendeu o basquete das ruas e Tetsuya Kuroko, um franzino e baixinho jogador que atua como armador nas quadras.

 

 

Mais tarde obviamente os jogadores da Seirin descobrem que Kuroko nada mais é do que o tal Sexto Membro Fantasma da escola Teiko.

 

Fazendo uma parceria com Kagami, Kuroko leva Seirin para os campeonatos de basquete com o intuito de vencer os outros 5 integrantes da antiga “Geração Milagrosa” que hoje estão em times e colégios diferentes.

 

Kuroko quer “dar essa lição” nos ex-colegas não só porque eles são muito bons, mas porque são convencidos, não amam o basquete, não tem noção de trabalho em equipe e aprenderam que vencer é a única coisa que vale a pena neste esporte.

 

Por outro lado seu parceiro Taiga está queimando por dentro de tanta vontade de derrotar os 5 ex-colegas de Kuroko por pura diversão e para poder se vangloriar de ser um dos melhores jogadores do Japão.

 

Kuroko se propõe então a ajudar Taiga dizendo que não se importa de ser a sombra por trás da luz do novo amigo.
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O que me chamou a atenção neste anime é a humildade do protagonista. Apesar das partidas de basquete serem exageradas, Kuroko é apenas o armador, um expert em passar a bola “invisível” pelos oponentes, mas ele mal consegue acertar a bola na cesta e por ser pequeno é facilmente ultrapassado por seus rivais.

 

Kuroko é invisível aos oponentes e muitas vezes aos membros de seu próprio time. Ele abre a boca poucas vezes para falar e sempre que o faz tem uma postura extremamente respeitosa e humilde. E é isso que acho tão legal na figura do personagem e que me fez gostar tanto da série.

 

Até mesmo os efeitos de suas técnicas tem um tempo limite para serem descobertas. Conforme o jogo avança seus oponentes começam a perceber que ele na verdade está na quadra, mas que se aproveita de sutilezas na movimentação dos jogadores para parecer que não está presente. Uma delas é contar o número de piscadas de olho em um adversário. Kuroko passa a bola naquele milésimo de segundo em que a pálpebra se fecha dando a impressão de que ele se teleportou de onde estava. É muito legal!

 

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Kuroko é um personagem poderoso ao mesmo tempo em que é humilde. E ao saber que sua posição é a de ser a “sombra” ele aceita e faz a sua parte nunca querendo roubar o brilho de seus colegas. Ele tem consciência de que é parte de um todo que é muito maior do que ele mesmo.

 

E é assim que vou me sentindo um pouco como Kuroko. Acho que em minha vida sempre tive a posição de sombra tal qual o basqueteiro do cabelo azul. E não acho que haja nada de errado nisso.  A importância que temos para a nossa vida e a das pessoas a nossa volta quem dá somos nós mesmos. Saber que de certa maneira ajudei a criar coisas novas, melhorar a vida das pessoas e fazer parte de projetos criativos sempre me deram uma satisfação enorme. O reconhecimento dessas coisas aparece com o tempo e muitas vezes com um singelo “obrigado” vindo da maneira mais incrível.

 

O Kuroko não é menos importante porque trata a todos com respeito e pensa no time como um todo e não apenas em se destacar como o melhor. Ele quer que todos sejamos melhores. E acho que essa é uma das maiores lições que se pode aprender.

 

Kuroko no Basuke tem duas temporadas completas no Crunchyroll e a terceira está rolando agora com atualizações aos sábados. São cerca de 60 episódios.

 

 

O mangá foi criado por Tadatoshi Fujimaki e foi publicado no Japão de dezembro de 2008 a setembro  de 2014 com cerca de 30 volumes.

 

 

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