O Piko chan é um periquito que se perdeu, mas quatro dias depois foi devolvido a dona simplesmente porque ele disse, repare bem, disse onde morava a um policial!!! O periquito foi ensinado pela dona, uma mulher de 64 anos, como dizer seu endereço. Acredite, se quiser…
To babando nesse filme… Parece que vai ser muito legal!
Eu fiz a tradução do trailer para o português dando uma pesquisada rápida no japonês feudal, que apesar de ter aprendido na faculdade esqueci uma boa parte.
Como dá para ver, o Kenshin fala mesmo o “Oro” criado pelo autor e o verbo “de gozaru” que é a marca do Japão antigo. Mas além disso ele usa a palavra Sessha para se referir a “Você” e uma ou outra forma mais complicada.
Ah, enquanto traduzia percebi que no último frame mostra o Kenshin com apenas uma cicatriz sangrando. Essa é a deixa para dizer que eles vão contar a história desde o começo e o motivo por trás do “X”. Quem assistiu aos dois primeiros OVA lançados depois da série sabem do que eu estou falando.
No dia 11 de março, o Japão parou por alguns minutos para rezar por aqueles que pereceram durante o terremoto seguido de Tsunami que assolou a região nordeste do país há um ano. Aproximadamente as 14h46 as sirenes de emergência tocaram nas regiões afetadas. Os japoneses que moram nestes locais rezaram silenciosamente.
Um ano se passou e a recuperação do país continua. O que me chamou mais atenção nesta semana em que os japoneses falaram sobre o que aconteceu foi uma série de fotos do jornal Sankei que mostram os locais destruídos em diferentes períodos de tempo. As fotos são de vários locais e é possível ve-las em 360 graus. A série de fotos chamada de Panorama pode ser acessada aqui.
Acho que não preciso escrever mais uma vez sobre o ocorrido já que meu blog está cheio de textos sobre isso. O que eu queria dizer, no entanto, é que desejo do fundo do coração que as pessoas que passaram por esta fase tão difícil, que perderam tudo, nunca percam as esperanças. E acho que quando digo isso, eu não estou desejando sozinho. Brasileiros são otimistas por natureza, e nos momentos mais difíceis, se esforçam muito para superarem os desafios. Esse é o meu desejo sincero.
Uma das bandas japonesas que mais gosto chama-se Monkey Majik. A banda é formada por dois irmãos canadenses (Maynard e Blaise Plant) que vivem em Sendai.
Depois da destruição causada pelo terremoto e tsunami, os dois se uniram para ajudar o povo da cidade a recolher os destroços e ajudar as pessoas. Eu acompanhei uma parte da saga dos dois pelo twitter, já que eles sempre postavam imagens do que faziam. Em uma das mensagens o Blaise disse: “Sendai, eu jamais vou te abandonar”. Acho que essa atitude só me fez ter orgulho dos dois.
Este ano eles escreveram uma música baseada no que passaram junto a outros sobreviventes. Ela se chama Headlight e mostra cenas de Sendai.
Headlight (Monkey Majik)
Souka, useru sorry
No luck, tochuu de empty
Ima mo never thought you’d bring me down
No one dare no mane
Sou aizu, koko ni tatte
Kore kara dou naru change my life
Eu vejo…Eu estou desaparecendo, desculpe.
Sem sorte, no meio eu estou vazio.
Mesmo agora, nunca pensei que você ia me trazer para baixo.
Mais vinho, que está brincando?
Tão sábio, de pé aqui.
Aconteça o que acontecer de agora em diante, eu mudo minha vida.
It’s never gonna bring me down
No, never gonna bring me down
Nobotte shizumu hi ga waratteta
(Hey, hey, no)
It’s never gonna bring me down
No, never gonna bring me down
I got up and I changed my life
Isso nunca vai me derrubar.
Não, nunca vai me derrubar.
O sol nascendo e se pondo sorriu naquele
Dia. (hey,hey,não)
Isso nunca vai me derrubar.
Não, nunca vai me derrubar.
Levantei-me e eu mudei minha vida.
Doushite hito wa minna
Kinou ni yorisou no
Kanashimi o shitte inagara
I’ve gotta live on
‘Cause now I’m moving on
Por que todas as pessoas
Se apegam para ontem?
Eu sei que tristeza, mas
Eu tenho que viver,
Porque agora eu estou seguindo em frente.
Sekai wa sasayaite
Yasashisa ni tsutsumareta
Arigatou
Kimi no koe de tachiagaru
And now I’m moving on
Now I don’t know where I need to go
(Uh, you got me on the headlights)
There’s always kindness standing by your side
(Yo, I’m locked from the headlights)
I watch the rain fall
(Ain’t you taken from me)
Just like I knew it would
(You don’t wanna be in this situation)
There’s room to go on
So now I’m living on
Os sussurros mundo,
Nos envolveram suavemente.
Eu sou grato
Por sua voz, eu me ergui.
E agora eu estou seguindo em frente.
Agora eu não sei onde eu preciso ir.
(Os faróis me pegaram)
Há sempre a bondade em pé ao seu lado.
(Eu fui fechado por faróis)
Eu observo a chuva cair como eu sabia que seria.
(Não foi tomado de mim)
Assim como eu sabia que seria
(Você não quer estar nesta situação)
Há espaço para continuar,
Então agora eu estou vivendo.
Last night I woke up in the night
Tatta ichido kiri no
Itsumo toraware spider web
(Hey, hey, no, now)
Hora, sugu soko ni wa street line
Ganjigarame headlight, headlight
Kore kara dou naru change my mind
Na noite passada, acordei no meio da noite.
Corto apenas uma vez
a teia de aranha onde estou sempre preso.
(Hey, hey, não, agora)
Olha, em frente há uma linha reta,
Um farol amarrado, farol.
Aconteça o que acontecer a partir de agora, vou mudar minha mente.
Olha o nível da propaganda do chá mate. Não lembra a propaganda de uma cerveja? A frase em cima diz: "Isso é Bioritmo latino". Sabe se lá o que isso significa!
A Coca-Cola vai lançar erva mate no Japão. A bebida se chamará Taiyou no Mate Cha (Chá de Erva Mate do Sol) e virá em uma garrafa com cores fortes (latina?) e terá 500 ml e 1L. Ela começa a ser vendida no dia 19 de março e o slogan da campanha é: 「ラテンバイオリズムでいこう」algo como “Vamos de bioritmo latino”. Que legal.
O Japão é a terra do chá por natureza. Lá a Coca-Cola toma uma surra de vendas porque as pessoas não tem costuma de tomar refrigerante por lá. Assim, a empresa sempre procura atacar de outras maneiras.
No ano em que eu estava no Japão a Coca-Cola havia diminuído o tamanho das garrafas para que elas coubessem na bolsa. Além disso, as pessoas compravam duas garrafinhas e elas custavam mais caro do que comprar uma lata. Tudo isso para maximizar o lucro. Garrafas com grandes quantidades não fazem muito sucesso.
Não é a toa que o Japão tem um povo que vive muito mais e com uma aparência que esconde a idade. Os chás japoneses (como chá verde) e o chá inglês são muito consumidos e vendidos lado a lado em supermercados com refrigerantes e bebidas alcóolicas.
Esse mini-documentário sobre a cidade de Ishinomaki, cidade litorânea que foi devastada durante o terremoto e do Tsunami de 11 de março de 2011, foi retirado do site Japan Probe.
Sempre rolam algumas notícias interessantes por lá e este vídeo feito por Paul Johannessen me chamou muito a atenção. Ele fez estas filmagens alguns meses depois do desastre e conversou com várias pessoas para saber como anda a situação naquela região. Os relatos são os mais diversos.
Ishinomaki é uma região que vive da pesca e a destruição afetou muito a população por lá. Sem empregos e com a perda dos parentes muitas pessoas estão se suicidando por acharem que não há mais saída para suas vidas. Um grupo de pessoas no entanto está tentando ajudar os sobreviventes. Segundo um dos relatos, muitas pessoas precisam não apenas do bem material, mas de força emocional. Elas precisam conversar, desabafar e encontrar amigos de onde possam encontrar apoio neste momento tão difícil.
Eu acho que já disse inúmeras vezes aqui no blog, mas não custa repetir. Eu sinto que os japoneses em geral sentem muito mais, mas guardam para si, do que nós brasileiros. No Brasil nos momentos de tristeza e desespero, sempre há uma pessoa que nos estende a mão ou que no mínimo quer saber o que aconteceu. Já no Japão as pessoas não tem o costume de compartilhar seus sentimentos. Em parte com o receio de “incomodar” os outros.
Neste vídeo acima tem o relato de um dos sobreviventes logo no começo ele diz assim: “Quando o Tsunami estava chegando eu não sabia o que fazer. Vamos correr! dizia. Mas minha mãe abriu a janela da casa para tentar pegar a sua irmã que estava do lado de fora. Eu dizia para irmos embora… e foi quando a água entrou. Aquele foi o fim da minha família. Todos morreram e só sobrou a mim. Eu tenho que continuar a viver, mas não tenho nenhuma perspectiva”. E quando ele fala isso não demonstra nenhuma tristeza ou desespero em seus olhos. Ele apenas diz aquilo e pronto. Em hipótese alguma ele está dando menos importância ao acontecimento, mas apesar de viver com as lembranças do que ocorreu, ele precisa continuar em frente.
Mais para frente no vídeo um casal de velhinhos diz que estão trabalhando os dois. A esposa diz: “Se não trabalharmos e ficarmos pensando que não temos mais nada, então ambos ficaremos doentes”.
Depois de 11 meses e com a data do desastre chegando novamente, eu continuo lendo sobre o assunto. Quero saber o que o governo japonês está fazendo para ajudar as pessoas das cidades devastadas. Ao mesmo tempo, há a catástrofe radioativa de Fukushima que não se resolve apesar da mídia mundial ter perdido o interesse sobre o assunto.
Em Ishinomaki ainda existem 3200 pessoas desaparecidas desde o desastre e que ainda não foram encontradas. Neste vídeo que está no link ao lado os policiais procuram vítimas em Okawa. Dizem que as escolas são os locais mais seguros para que as pessoas se abriguem em caso de terremoto. Geralmente quando encontramos algum mapa alertando sobre terremoto no Japão ele indica a escola mais próxima. No caso de Okawa as pessoas se abrigaram na escola, mas esta não foi suficiente para protege-los. O prédio pegou fogo matando todos que estavam lá dentro (mais de cem pessoas entre homens, mulheres e crianças).
No vídeo acima os sobreviventes comentam sobre o acontecido, mas neste caso a imprensa japonesa abafou a notícia porque segundo eles na época seria muito traumático.
Os restaurantes de Nagano da rede de fast food chamada Coco Ichibanya estão vendendo uma edição limitada de curry feita com carne de veado. O prato lançado de surpresa para agradar gastrônomos e fãs da rede chama-se Deer Keema Curry.
A ideia surgiu quando os funcionários da rede de restaurantes descobriram que os veados são a maior causa de danos a agricultura na região e que por isso muitos deles são caçados e mortos anualmente. Os executivos do restaurante então chegaram a conclusão de que seria um desperdício muito grande jogar a carne fora e por isso resolveram criar o prato de curry e inclui-lo no menu.
A carne de veado no entanto tende a ser magra, dura e com cheiro forte, por isso os cozinheiros da rede tiveram duas ideias para resolver este impasse: moer a carne para faze-la ficar mais macia e adicionar gengibre e maçã para encobrir o odor.
Como resultado, a carne é cozida com vários vegetais incluindo cenouras, pimenta e pepino atraindo a atenção dos consumidores.
O prato de curry será servido no restaurante até o final de março.
Curry, que é comumente chamado de Kare no Japão, nada mais é do que um cozido de legumes que leva o tempero levemente apimentado da Índia.
Sempre faço este prato aqui em casa e geralmente ele é feito com duas batatas, duas cenouras, cebola e carne (de frango, porco ou bovina). Além disso vai um tablete de curry (chamado “RU”) que compro nos supermercados japoneses na Liberdade em São Paulo.
O Piko chan é um periquito que se perdeu, mas quatro dias depois foi devolvido a dona simplesmente porque ele disse, repare bem, disse onde morava a um policial!!! O periquito foi ensinado pela dona, uma mulher de 64 anos, como dizer seu endereço. Acredite, se quiser…
No dia 11 de março, o Japão parou por alguns minutos para rezar por aqueles que pereceram durante o terremoto seguido de Tsunami que assolou a região nordeste do país há um ano. Aproximadamente as 14h46 as sirenes de emergência tocaram nas regiões afetadas. Os japoneses que moram nestes locais rezaram silenciosamente. Um ano se [...]
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