3 de SF ZERO em Super Street Fighter IV!

2009 Novembro 25

E viva a revista Famitsu e suas matérias que vazam na internet todas as semanas. Pois é a Capcom liberou mais 3 novos personagens em Super Street Fighter IV e são eles: Cody, Guy e Adon. Os três saíram diretamente do clássico Street Fighter Zero para a nova versão do game de luta da Capcom.  Confira as imagens e seja feliz!

Adon e Cody em Super Street Figthter IV

Adon e Cody em Super Street Figthter IV

E Guy...

E Guy...

“…mas eu joguei o mês inteiro…”

2009 Novembro 22
por Renato Siqueira
Foto dos games que estão na minha casa no feriado

Foto do que está na minha casa no feriado!

Ontem eu resolvi dar uma olhada em alguns blogs de games, alguns sites e afins. No embalo escutei alguns podcasts e ouvi o que os jornalistas de tecnologia e games andam dizendo sobre o mercado e me deparei com um monte de reclamações de como isso ou aquilo é ruim e tal.

Bom, talvez seja porque eu estou há um mês editando uma revista, mas sinceramente ainda não vi muito disso. Uma das reclamações que me deixou pasmo foi o fato de falarem que o jornalista de games não tem tempo pra jogar que é um cara que rala quase o tempo inteiro. Enfim, sim, você trabalha pra caramba e não joga tanto quanto gostaria porque “Its a Fucking Job God Dammit”! Os caras pagam você para analisar os jogos, fazer pautas e escrever sobre elas e mesmo “jogando pouco” você ainda joga muito mais do que qualquer outro mortal neste planeta. Acima tem a foto dos games que estão na minha casa. Eles vieram direto da redação e assessorias de games para a minha casa no feriado. Me pergunta se eu estou jogando? Claro, entre um e outro texto da nova edição da Nintendo World, rola sem dó nem piedade uma partidinha de qualquer um desses jogos aí. O que me der vontade é o que eu vou jogar.

Outro ponto interessante que eu escutei nos podcasts da vida foi sobre o fato do trabalhador neste mercado não ser muito valorizado. Eu acredito que existam 2 fatores: o primeiro é o fato dos caras não se valorizarem e o segundo ser o nosso mercado em relação as vendas uma bosta.

O analista de games ganha uma merreca para falar sobre um jogo sim, mas esse valor tá bem longe de ser um trampo que desmereça o que o cara faz. Em relação a “não ter os games para jogar” é outra reclamação estúpida. O Freelancer que mora longe e quer escrever para uma revista de games tem sim que por obrigação ter o jogo em casa porque não é sempre que a redação tem como mandar isso pra ele. E os prazos de produção são realmente bem curtos. Mas além disso, se o freelancer quiser tirar o rabo do sofá pegar um ônibus e vir até a sala de jogos da editora para testar os games será muito bem vindo. Nego só sabe reclamar e reclamar.

Sim, nossas vendas no mercado nacional são uma merda! Enquanto em outros países se vendem 10 milhões de jogos, no Brasil esse número cai para 10 mil, talvez 20 se o jogo for um grande sucesso. É uma pena! E é com esses 20 mil jogos (vamos ser otimistas!) e sua porcentagem de lucro que vai de 10% a 25% que o dito mercado de games brasileiro paga por tudo o que faz e incluo dentro disso toda a redação e reportagem para revistas e websites através de anúncios.

Mas o que me deixa chateado é saber que um cara de uma empresa de games famosa veio me dizer que o México e os outros países da América Latina vendem mais do que o Brasil. Isso não é só uma verdade, mas também uma realidade. Os impostos em nosso país são muito altos e o contrabando também. Enquanto uma empresa de games monta sua base por aqui e tenta fazer as coisas da maneira como ditam as regras nacionais, um contrabandista traz o game de fora (sim de um país como o México!) sem pagar impostos para vender com 85% de lucro não dando a mínima chance da empresa oficial se estabelecer. Sim, meus amigos o problema do Brasil não está só nas editoras que pagam mal ou nos funcionários desqualificados, mas sim na nossa economia que ainda é ruim. O buraco é sempre muito mais embaixo. Por isso que reclamar paliativamente das coisas não resolve porra nenhuma!

A empresa que eu citei acima não investe no Brasil, mas eles já montaram um escritório no México, onde por lá a coisa vai de vento em popa.

Outra coisa que me deixou chateado é que eu sinto que falta muito comprometimento por parte dos jornalistas de games. As pessoas gostam de reclamar para caramba, mas não fazem nada para melhorar suas situações. Tem gente que trabalha pra ganhar o equivalente a uma cervejinha, mas como curte games acaba aceitando a coisa do jeito que ela é. Não façam isso! Cogitem mudar de profissão, cogitem largar seus cargos e sair para uma empreitada rumo a outra coisa. Não fique infeliz enfurnado em uma redação xingando deus e o mundo por ter um salário minúsculo pro que você faz. Tá infeliz então vá procurar algo que lhe dê mais condições. Se você reclama, definitivamente essa área não é pra você!

Fazer revistas de games exige entre outras coisas criatividade. É um trabalho criativo! Não é só jogar, mas criar coisas que atraiam o leitor seja ele de site ou de revista. E se você não tem pique pra isso aceite que não está apto para este mercado.

Quer ganhar mais? Então estude e faça concursos públicos, termine sua faculdade e projete sua vida para frente. O dito mercado de games brasileiro é coalhado de pessoas sem qualificação que acham que por ter um blog onde traduz coisas de vários lugares é melhor do que os outros. Tristeza.

Eu fico absolutamente revoltado com gente que vive falando um monte de besteira e não faz nada pra mudar. E ainda por cima acha que, contratado, se fizer uma porcaria de trabalho talvez seus chefes se toquem de que ele na verdade precisa é de mais dinheiro e resolvam lhe dar um aumento. Olha que pensamento absurdo! Se você faz um mal trabalho então, o máximo que você vai ganhar é mesmo um pé na bunda, isso sem falar em prejudicar o seu próprio trabalho e de ter um portifólio de merda!

Os engessados jornalistas de games dizem que estão tristes por não terem apoio das empresas grandes e oficiais. Esperam o game e os releases caírem no colo.

A verdade é que quando eu trabalhei na área de 1999 até 2004, eu sentia que a gente não tinha mesmo apoio nenhum. As coisas eram mais difíceis e não havia condições de contatar todas as empresas para ter acesso a imagens e conteúdos oficiais. Atualmente eu me vejo espantado em saber que muitas empresas já fincaram seus pés por aqui. Ou seja mesmo considerado um mercado de merda para videogames, as empresas sabem que estamos avançando, mesmo que em passinhos de tartaruga, para um dia em que o mercado deve se estabilizar e melhorar.

E  falando assim, qual é a função dos jornalistas de games? É de aguentar firme e de fazer o melhor trabalho que puder porque se não somos valorizados agora, se estivermos na área no futuro seremos. O que é preciso fazer agora é barulho! Faça barulho! Não fique parado aí seu bundão! O Brasil está cheio de escolas que vão ensinar um cara como você a fazer um game, está cheio de revistas boas e ruins, mas que falam sobre o assunto.

Acho que rola uma completa falta de engajamento nas coisas. O repórter tá com saco cheio das coisas como elas estão e o leitor sente isso no resultado final. Tá na hora de mexer nas coisas, de não aceitar a derrota.

Uma coisa que me deixou puto outro dia foi ter percebido que um dia depois da primeira edição da NW como editor sair da gráfica, o IGN colocou no ar uma sequência de imagens novas de um game cuja assessoria havia me dito que não havia nada. Eu fiquei absolutamente revoltado. A única reação que tive foi a de ligar para a empresa em questão, procurar o superior mais superior que eu encontrei e desabafar tudo pra ele. Numa parte da conversa eu disse: “Eu sei que no Brasil se a gente dá um peido acaba por pagar imposto sobre isso, não precisa me contar isso pq eu nasci aqui! So, lets cut the crap! Eu passei 3 semanas implorando por imagens de um game que vocês liberaram mais tarde e isso me prejudica e prejudica vocês. Certamente, o seu game não vai vender tanto quanto gostaria porque um veículo importante como o meu deixou de falar do que você produziu. Nós somos um único mercado e eu sei que o Brasil vai crescer e certamente um dia você vai vir aqui e me mandar releases pedindo para que eu fale de você! E se o meu veículo não tiver morrido por causa das coisas que vocês fazem eu certamente vou ajudá-lo. Eu não quero mais correr atrás da internet, eu sou revista então me trate como uma por favor”.

Bastou este discurso chato pra que a minha relação com os assessores melhorasse bastante. Este mês recebi coisas que o IGN só vai receber próximo a minha data de lançamento nas bancas e provavelmente o atraso na produção da informação impressa na minha revista vai melhorar aos poucos. Eu mandei um email para um dos antigos colaboradores da revista sobre as informações terem sido entregues para o IGN e sabe o que ele me disse? “Ah, Renato mas eu acho que querer ser o IGN já é demais!”… Po, por isso que esse mercado é assim. Aceitar o derrotismo e não vestir a camisa do produto que você faz é o que prejudica você e os outros. Eu não quero ser o IGN, eu quero ser melhor do que o IGN! Eu quero ter notícias que o IGN não tem. É difícil porque eles moram nos EUA e vão aos estúdios a hora em que quiserem. O mercado deles é desenvolvido e eles cagam em dólar. Certo. Mas eu quero ser assim algum dia, mas se eu aceitar que as coisas são como são isso nunca vai acontecer. Por isso ao invés de ficar aí reclamando faça alguma coisa.

No Japão eu aprendi que ao entrar em uma empresa você faz parte dela pra mal ou pra bem tudo o que você faz influencia na vida do próximo. Tem que se dedicar. Ganhando 1 ou 100 mil não importa, se você aceitou então se esforce.

Eu lembro da minha ex-namorada no Japão me dizendo: “Quando você for comprar a sua televisão LCD compre uma da Hitachi porque economiza energia e ajuda o meio ambiente. A imagem também é melhor e bla bla bla…” Ela tinha acabado de ser aprovada para trabalhar na empresa e havia lido tudo sobre os produtos da Hitachi e o histórico da empresa. É uma pena que não exista Hitachi aqui porque senão eu compraria a tv que ela me indicou só porque fiquei feliz pelo jeito como ela falava de seu novo trabalho.

Acho que tem que ser assim. Precisamos de pessoas engajadas em fazer o melhor, mesmo não ganhando o suficiente. Se você for um bom profissional certamente mesmo estando infeliz no seu dia-a-dia alguém vai tentar “roubá-lo” para outro trabalho. Isso é fato!

Eu olho para o histórico da Tambor que já foi Futuro e que antes era também uma parte da Conrad. E eu vejo uma história com altos e baixos, mas que gerou e ainda gera muitos profissionais desta área. É inegável isso. Já passou muito dinheiro nas mãos desta empresa e teve gente lá que ganhava muito bem. O tempo passou, eles tiveram problemas financeiros e quase quebraram. Quem saiu, saiu puto e foi pra outros lugares ganhando menos pra não ficar sem trampo, mas hoje eles estão se recuperando.

As pessoas me criticam por estar na Nintendo World hoje aceitando o que eles me pagam, mas verdade seja dita: não é tão ruim quanto todo mundo diz. Tenho estabilidade, não passo fome e faço uma coisa que gosto. Não trabalho por um prato de comida ou recebo pagamento em jogos de videogame.

A revista tá aí nas bancas. A próxima promete ser melhor ainda, a medida em que diversos maus vícios que existiam na editora forem sendo mudados gradativamente. Vamos ver. Espero que melhore e que meu pique me leve a fazer coisas muito legais. Eu faço essa revista pra mim e não pra editora. Com esse pique, certamente a Tambor deve mudar um pouco mais. O meu ritmo não pára.

Agora deixa eu trabalhar que o “feijão já tá queimando aqui”. Por favor comentem!

Evento de New Super Mario Bros. Wii

2009 Novembro 18
por Renato Siqueira

Evento de New Super Mario Bros. Wii

Texto que escrevi pro site da Nintendo World sobre o evento que  rolou no domingo passado na Avenida Paulista.

New Super Mario Bros Wii. – evento legal!

2009 Novembro 15

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Seguindo a linha dos eventos que foram realizados ao redor do planeta para comemorar a chegada de New Super Mario Bros. Wii, a Latamel, empresa que representa a Nintendo no Brasil não perdeu tempo e marcou um encontro com os fãs para mostrar o novo game. E sim, a Nintendo World estava lá e quer saber? Foi divertido pacas.

Eu dei umas três entrevistas lá no evento. Falei do game e da nova fase da revista comigo como editor. Numa dessas entrevistas meu papo foi com a Flávia Gasi, gamer e apresentadora da MTV.  Foi muito bacana! A Flavinha eu já conheço de tempos e o bate-papo foi bem descontraído. Eu nem faço idéia de quando vai pro ar, mas espero que em breve lá no Scrap MTV! Eu só sei que não perdi a chance de tirar uma foto com ela.

O evento foi divertidíssimo e com muita gente legal. Os entusiastas do mundo nintendo são, literalmente entusiasmados!

Tirei muitas fotos, vendemos revistas, conversei com muitas fãs e dei muitas risadas. Os brindes também foram legais! Um caderno, uma camiseta, chaveiros e um boné vermelho com o clássico “M”!

Amanhã vocês conferem a galeria de fotos e um vídeo especial no site da Nintendo World.

De quebra eu trouxe o game pra casa. Nem precisa dizer que amanhã chego tarde a redação. Chefes não me demitam! É por uma boa causa! Afinal, tenho que ralar e ralar para fazer uma revista cada vez melhor!

O Sucesso e o fracasso no mesmo mês!

2009 Novembro 8
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por Renato Siqueira

Eu acho que cada pessoa arruma um jeito diferente de “aliviar a pressão” que fica no peito naquele momento de felicidade ou de tristeza. Alguns fazem esportes radicais, outros caem na bebedeira e alguns ainda guardam tudo para si. Eu? Eu escrevo. Acho que até por isso que sou jornalista. Quando me vejo fazendo algo de que gosto as palavras simplesmente afloram. Não é preciso pensar muito e nem fazer mimimi… É só colocar tudo no papel, no blog, no email… no caderno… em qualquer lugar.

Há 3 semanas atrás eu voltei para a Tambor Digital para me tornar o editor-chefe da Nintendo World (já postei aqui!).

Com força de vontade e a cabeça cheia de sonhos me deram a liberdade de fazer o que eu quisesse em relação a revista. Isso para um cara como eu é o mesmo que receber dinheiro. Eu fiquei feliz quando liguei para a NOA (Nintendo of America) e fui atendido pelo diretor geral com um: “Primeiramente, bem vindo a Nintendo, Renato”!

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Este mês o meu contato com o mundo dos games se expandiu muito. E falando inglês, japonês e até espanhol eu descobri exatamente algo da qual me interesso. Empolgado com o novo emprego e status, eu corria para contar as novidades a minha namorada. Já falei dela aqui poucas vezes, mas basicamente estávamos namorando a 2 anos e 8 meses, uma boa parte deles a distância. Eu sou brasileiro, ela é japonesa e nos conhecemos durante a faculdade e o nosso envolvimento começou por acaso, sem ter aquele lado forçado ou desesperado de quem precisa ter alguém. Começamos a namorar e logo o tempo de intercâmbio dela aqui no Brasil acabou. A primeira vez que nos separamos foi a menos dolorida porque achávamos que acabaria ali no aeroporto já que não tinhamos como nos ver novamente durante muito tempo.

Só que pouco tempo depois a vontade de se falar apertou, a saudade do abraço e das conversas engraçadas e interessantes bateu forte. E assim, um belo dia nós decidimos conversar pelo Skype. As conversas tornaram-se frequentes e a saudade também. “Vamos lutar pelos nossos sonhos! E fazer o nosso relacionamento dar certo”!

Eu quero mesmo morar no Japão. Aliás, essa é a única coisa que pode me fazer largar tudo aqui no Brasil.

Continuamos conversando e planejamos viagens. Durante 2 anos eu trabalhava pensando no dia em que iria encontrá-la. E ela fazia a mesma coisa. Veio 3 vezes ao Brasil depois daquele primeiro retorno. Cada separação era mais dolorosa do que a outra, mas a gente tinha em mente que queria ficar junto. E isso era o mais importante.

No dia em que voltei do Japão depois de 3 meses morando juntos dentro da mesma casa, a ida até o aeroporto foi muito triste. Não conseguimos dormir. Na hora da despedida eu me lembro dela chorando e dizendo em japonês:“Isso não pode ser verdade. Pegue a sua mala e vamos voltar para a nossa casa, vamos!” Naquele dia eu senti um aperto no peito como jamais havia sentido em toda a minha vida. Fiquei arrasado, mas não tinha jeito e tive que voltar.

Depois disso nos encontramos mais uma vez em março de 2009. Em abril ela começaria a trabalhar numa grande empresa japonesa e ficaria sem tempo para vir ao Brasil. Caberia a mim dar um jeito de ir para o Japão. A luta pelo nosso relacionamento ainda não tinha acabado.

Ela então voltou ao Japão e começou a trabalhar. Todos os dias ficavamos frustrados por não conseguir resolver a situação. Tentei uma bolsa de estudo em SP e não passei. Mandei muitos currículos para o Japão, mas a crise econômica não escolhe a quem prejudicar.

Ela começou a trabalhar ainda mais. O tempo ficou curto para descansar. Ela queria sair comigo, mas eu não estava lá, então começou a sair com o grupo de novos amigos que fez na empresa. E logo esse grupo de amigos acabou ocupando inclusive o tempo que havia para mim. Pior do que isso, eles faziam piada com ela por tem um namorado estrangeiro que nunca estava a seu lado. O que parecia uma luta acabou se tornando uma guerra. Opiniões de amigas ajudam a piorar tudo. E como eu já postei aqui no blog, os japoneses fazem tudo de forma quase coletiva, portanto as opiniões de um acabam tornando-se as opiniões de todos.

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Há 3 semanas atrás eu consegui um emprego criativo numa revista que eu gostava, ligado a uma empresa que eu respeito. A cada nova conversa eu falava sobre meus planos e como faria para chegar ao Japão. Algo finalmente estava acontecendo.

E no feriado da semana passada, a minha namorada terminou o relacionamento comigo. Disse que não estava aguentando e que poderia se arrepender disso, mas tinha que tentar. Não queria que eu largasse um emprego que gostava no Brasil para ir ao Japão se não fosse por um emprego ainda melhor. Eu não consegui dizer nada pelo Skype. Ela chorava e dizia que se eu estivesse lá ela jamais estaria tomando esta decisão.

Eu queria ser um milionário ou no mínimo ter um jeito de viajar rapidamente ao Japão para dar um abraço nela e dizer para não desistir de mim, assim como acontecem nas novelas. Aliás, eu estava conversando sobre isso com ela. Ia começar a assistir uma novela japonesa que ela já tinha visto. Hoje estou no último capítulo, ela se chama Buzzer Beat. Eu fiquei chocado porque mandei um email para ela essa semana com um texto que se parecia com o que acontece na novela. Só que eu só percebi hoje.

Ao sair do Skype naquela madrugada eu fiquei arrasado. Todo mundo acha que namorar a distância é loucura, é por isso que só quem ama de verdade é que consegue manter um relacionamento assim. Eu sei que o amor dela por mim não acabou e por mais distante que estejamos, o meu também não. E o jeito como nos conhecemos foi o certo. Não foi planejado, não foi “empurrado” pelos amigos, mas foi sim por acaso e pelos motivos certos. Amor assim tem mais valor. E se eu não acreditasse nele com certeza já teria desistido e não sofreria tanto.

Eu sofro por ser do tipo romântico, aquele que não mede esforços, que gosta de amar e que, mesmo sabendo que pode sofrer, acaba entrando de cabeça no que realmente lhe interessa. Eu gosto de surpresas, de carinho roubado e de declarações de amor. Acho que as pessoas são mais felizes quando são amadas por alguém e que esse sentimento não é susbstituído por dinheiro, birita e prostitutas de luxo. E isso tudo mesmo sabendo que eu tenho um monte de amigos que pensam diferente, que estão casados comendo a secretária, que tem 2 ou 3 namoradas ou que frequentam o puteiro pra “comer alguma coisa diferente”. E mesmo assim, eu não sou careta. Sou nerd sim, mas careta nunca. Nem meloso, nem pegajoso e nem nada… O fato de ser romântico não me faz ser um cara grudento mesmo.

Eu só espero poder reencontrá-la algum dia e que a nossa paixão se reacenda. Eu muito provavelmente só vou namorar alguém agora quando me sentir do mesmo jeito que me sentia com ela.

Ela era uma boa parte da força que me fazia correr atrás dos meus sonhos, sem ela me sinto mais fraco. Desmotivado. Mas eu sei que tenho que lutar como qualquer outro.

De agora em diante preciso me esforçar para continuar a realizar os meus sonhos, viver feliz e evoluir. E quem sabe algum dia eu não a reencontre ou no mínimo encontre alguém que tenha coragem de fazer tudo por amor como eu faço.

Música da BOA para Tales of Graces do Wii

2009 Novembro 7

Essa é a música Mamoritai ~White Wishes~ interpretada pela cantora coreana BOA especialmente para o game Tales of Graces, RPG da série “Tales of” da Namco exclusivo para o Nintendo Wii. O anúncio que ela fez na Tokyo Game Show de 2009, você confere clicando aqui.

A música é bem bacana, escuta aí!

Asbel Lhant

Asbel Lhant